Vendas da Braskem caem no 2º tri, mas spreads sobem
A Braskem viu suas vendas caírem no segundo trimestre, com destaque para o polietileno verde (-19%), mas os spreads petroquímicos dispararam, impulsionados pelo conflito no Oriente Médio. Entenda o cenário.
Vendas da Braskem caem no 2º tri, mas spreads sobem
Se você acompanha o mercado de perto, sabe o quanto é difícil ver a Braskem (BRKM5) oscilar entre quedas de volume e altas de margem. No segundo trimestre, a petroquímica reportou recuo nas vendas, mas os spreads dispararam, puxados pelo Oriente Médio.
Resposta direta: No 2º tri, a Braskem viu vendas caírem no Brasil, com destaques negativos para polietileno verde (-19%) e resinas (-8%). Mas os spreads petroquímicos subiram 69% em resinas e 67% em químicos no país, com alta de 98% no México, por causa do conflito no Oriente Médio. As ações fecharam em alta de 3,7%, a R$ 5,93.
Queda nas vendas: o que a Braskem enfrentou no trimestre
A Braskem anunciou nesta quinta-feira que seus volumes de vendas caíram no segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado. No Brasil, a queda foi de 5% em principais químicos, 8% em resinas e 19% em polietileno verde.
Na Europa e nos Estados Unidos, o recuo foi de 1%. No México, a retração chegou a 20%. Quem acompanha o setor sabe que isso reflete um cenário de demanda fraca e incertezas globais.
Spreads em alta: o lado positivo do trimestre
Enquanto as vendas caíram, os spreads petroquímicos, ou seja, a diferença entre o preço do produto final da Braskem e o custo da matéria-prima, dispararam. No Brasil, a alta foi de 69% em resinas e 67% em principais químicos. Nos EUA e Europa, o crescimento foi de 24%. No México, impressionantes 98%.
Essa disparada tem nome e sobrenome: o conflito no Oriente Médio. A guerra elevou as referências internacionais de preço, o que ajudou a melhorar as margens da companhia, mesmo com volume menor.
Estratégia de produção e utilização das fábricas
A Braskem afirmou que seguiu no Brasil e América do Sul uma estratégia de manutenção de níveis de produção frente à volatilidade das referências internacionais de preço e às incertezas quanto à duração do conflito no Oriente Médio.
Na prática, isso significou reduzir o ritmo das fábricas. A taxa de utilização das instalações no país caiu de 74% para 70% no período. É um movimento conservador, que prioriza margem sobre volume.
Reação do mercado: ações em alta
O mercado gostou do resultado. As ações da Braskem encerraram esta quinta-feira em alta de 3,7%, cotadas a R$ 5,93. O Ibovespa fechou com ganho de 1,9%, ou seja, o papel superou o índice no dia.
Para quem investe, o sinal é de que o mercado enxerga valor na estratégia de proteger margens, mesmo com vendas menores.
O que esperar da Braskem daqui pra frente
A pergunta que fica é: até quando o conflito no Oriente Médio vai sustentar os spreads? A própria companhia admite incertezas quanto à duração da guerra. Se o cenário se prolongar, as margens podem seguir firmes. Se houver trégua, o volume volta a ser o foco.
Quem tem ação na carteira deve acompanhar de perto os próximos balanços e as notícias sobre o conflito. A queda na utilização das fábricas também merece atenção, pois pode indicar cautela com a demanda.
Perguntas Frequentes
As vendas da Braskem caíram em quais segmentos?
No Brasil, caíram 5% em principais químicos, 8% em resinas e 19% em polietileno verde. Na Europa e EUA, 1%, e no México, 20%.
Por que os spreads da Braskem subiram tanto?
Por causa do conflito no Oriente Médio, que elevou as referências internacionais de preço, aumentando a diferença entre o preço final e o custo da matéria-prima.
Qual foi a taxa de utilização das fábricas da Braskem no Brasil?
Caiu de 74% para 70% no segundo trimestre, refletindo a estratégia de manutenção de níveis de produção diante da volatilidade.
Como as ações da Braskem reagiram ao resultado?
Fecharam em alta de 3,7%, cotadas a R$ 5,93, enquanto o Ibovespa subiu 1,9%.
O que pode afetar os spreads da Braskem nos próximos trimestres?
A duração do conflito no Oriente Médio e a volatilidade das referências internacionais de preço são os principais fatores, segundo a companhia.
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