Michelle diz que decisão de Moraes mantém restrições à campanha ao Senado
Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo DF, diz que a decisão de Alexandre de Moraes que autorizou visitas a Jair Bolsonaro não atende ao pedido da defesa e mantém restrições aos seus compromissos de campanha.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, afirmou que seus compromissos de campanha seguem prejudicados pelas regras impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. A manifestação veio depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar familiares a visitar Bolsonaro duas vezes por semana.
Segundo a assessoria de Michelle, a decisão não corresponde ao pedido feito pela defesa. Os advogados haviam solicitado ao Supremo, em 31 de agosto, que o pai, a madrasta e as irmãs de Michelle pudessem permanecer na residência do ex-presidente quando ela precisasse sair. A intenção, conforme a nota, era garantir companhia a Bolsonaro durante os compromissos eleitorais da mulher no DF ou em outros Estados.
"Essa decisão, na prática, é bem restritiva e não corresponde ao que foi solicitado na petição apresentada pelos advogados de Jair Bolsonaro", afirmou a assessoria. A equipe de Michelle sustenta que a defesa não pediu a criação de um calendário de visitas, mas sim a permanência dos familiares durante as ausências da candidata.
Moraes analisou o pedido na quinta-feira (10) e autorizou a entrada de familiares às quartas-feiras e aos sábados, dentro de horários determinados. A lista inclui Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente; Vicente de Paulo Reinaldo e Maisa Torres Antunes, sogros de Bolsonaro; e Geovanna Kathleen e Suyane Lanuze Lima, cunhadas do ex-presidente.
"Com essa decisão, também os atos de campanha da candidata ao Senado Federal - Michelle Bolsonaro - continuam restringidos e prejudicados", declarou a assessoria. Michelle disputa uma das vagas do Distrito Federal ao Senado nas eleições de outubro.
Bolsonaro permanece submetido às medidas de fiscalização determinadas pelo STF. A entrada e a permanência de terceiros em sua residência seguem as condições estabelecidas pelo Supremo.