Rejeição a Lula e a Flávio empata em 55%, diz Quaest
Levantamento da Quaest divulgado nesta segunda-feira, 14, aponta Lula e Flávio Bolsonaro com 55% de rejeição cada. Entre independentes, o índice sobe a 63% para os dois. Pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de setembro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados no topo da rejeição, com 55% dos eleitores afirmando que não votariam neles de jeito nenhum. O dado é da pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 14.
A rejeição de Lula oscilou de 53% para 55% em relação ao levantamento da semana anterior, dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais. Flávio manteve os 55% registrados nas duas rodadas anteriores.
O potencial de voto no presidente passou de 44% para 45%. No caso do senador, subiu de 40% para 43%, enquanto o desconhecimento recuou de 5% para 2%. Lula é conhecido por todos os entrevistados.
A corrida da rejeição não é só dos dois primeiros colocados. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 42%, seguido por Romeu Zema (Novo), com 40%; Renan Santos (Missão), com 30%; e Augusto Cury (Avante), com 26%.
Onde a rejeição pesa mais
Entre os eleitores que se identificam como independentes, Lula e Flávio também empatam: 63% de rejeição cada. Nesse grupo, 37% dizem que poderiam votar no petista e 33%, no senador.
O recorte religioso separa os dois. Lula é rejeitado por 69% dos evangélicos e por 47% dos católicos. Flávio tem 44% de rejeição entre evangélicos e 59% entre católicos.
A geografia também inverte o sinal. No Sul, 63% não votariam em Lula; no Sudeste, 60%. No Nordeste, o índice cai a 40%. Já a rejeição de Flávio é de 60% no Nordeste, 54% no Centro-Oeste e no Norte, analisados conjuntamente, 53% no Sudeste e 49% no Sul.
O que o levantamento mede
A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo. Foram ouvidos presencialmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, entre 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.
O receio de um novo mandato de Lula oscilou de 43% para 44% na comparação com a semana anterior. Pela segunda vez no mês, aumentou a parcela dos que classificam a corrupção como a maior preocupação no Brasil.
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