PF diz a Fachin que pode compartilhar dados do celular de Vorcaro
A Polícia Federal informou ao presidente do STF, Edson Fachin, que pode compartilhar imediatamente os dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro com os ministros da Corte, com preservação da cadeia de custódia. A decisão agora depende de Fachin.
A Polícia Federal informou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que está pronta para fornecer aos ministros da Corte cópias dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. A decisão sobre o compartilhamento cabe a Fachin, que terá de definir se autoriza o envio do material e se mantém o julgamento previsto para terça-feira.
Segundo a PF, o compartilhamento pode ser feito imediatamente, caso Fachin autorize, com preservação da cadeia de custódia, identificação individual dos lacres e certificação da integridade do material.
O posicionamento da corporação aumenta a pressão sobre Fachin às vésperas do julgamento, quando o plenário deve analisar questões relacionadas às mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes.
Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes já haviam solicitado acesso à íntegra da extração do aparelho. Os pedidos foram apresentados antes da sessão e ampliaram a discussão sobre a necessidade de os ministros conhecerem o conjunto completo das informações antes de deliberar sobre o caso.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também pediu acesso ao conteúdo. Entre os argumentos apresentados está o risco de divulgação seletiva de mensagens e a necessidade de examinar o contexto geral das conversas atribuídas a Vorcaro e Moraes.
A PF investiga se a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu recursos de Vorcaro e qual foi a origem do dinheiro repassado pelo banqueiro. O ministro que determinou a transferência do material apreendido pela Polícia Civil de SP para a PF afirmou que novas provas reforçam a suspeita de esquema de desvio de recursos públicos.
Com a manifestação da PF, a decisão passa a depender de Fachin. O acesso ao conteúdo integral do celular pode alterar o ritmo da análise no Supremo, já que os ministros que fizeram as solicitações sustentam a necessidade de examinar o material antes da sessão.