Economia

Omã adia reunião sobre navegação em Ormuz

ResumoOmã adiou a reunião sobre navegação no Estreito de Ormuz que ocorreria em Salalah. A chancelaria omani informou que o encontro será realizado em data posterior, sem especificar novo prazo. O adiamento afeta discussões sobre uma das rotas estratégicas mais importantes para o transporte global de petróleo.

Reunião em Salalah sobre navegação no Estreito de Ormuz foi adiada por Omã. Chancelaria diz que encontro ocorrerá em data posterior. Decisão afeta rota estratégica do petróleo global.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 14 de setembro de 2026
Omã adia reunião sobre navegação em Ormuz

O governo de Omã anunciou neste domingo, 13, o adiamento da reunião com representantes de Irã, Iraque e países do Golfo, prevista para segunda-feira, 14, em Salalah. O encontro tinha entre os temas principais a navegação pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para as exportações globais de petróleo.

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, afirmou no X que o encontro foi postergado "no interesse do consenso". "Continuamos comprometidos em promover um diálogo que apoie a estabilidade e uma cooperação duradoura em nossa região", escreveu. Omã atua como um dos mediadores do conflito.

O Ministério das Relações Exteriores de Omã acrescentou que a reunião será realizada em data posterior, sem informar quando. Segundo a pasta, a decisão busca garantir condições adequadas para um diálogo construtivo que permita alcançar entendimentos sustentáveis e apoiar a segurança e a estabilidade regional.

O encontro integrava esforços diplomáticos para discutir uma solução regional para a navegação comercial pelo Estreito de Ormuz, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Uma queda ainda maior nos fluxos sauditas agravará a escassez global de abastecimento, que já empurrou os preços globais dos combustíveis para níveis recordes.

Mais cedo neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que as tensões envolvendo o Irã poderão ser encerradas em breve e disse que Teerã está "ávida por um acordo". Questionado sobre uma eventual aproximação dos países do Golfo com o governo iraniano, Trump afirmou não se opor e classificou a decisão como uma escolha soberana dessas nações. O presidente dos EUA disse ainda que os preços do petróleo cairão assim que o conflito acabar.

O adiamento de uma reunião que nem chegou a acontecer expõe o custo de uma rota que não pode parar. Quem paga a conta de cada dia de incerteza é quem abastece o carro no fim do mês, enquanto a diplomacia busca consenso em data ainda indefinida.

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