Expert XP: Durigan promete superávit "custe o que custar" e alerta para juros
O ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou na Expert XP que o governo vai melhorar o superávit do país "custe o que custar", prometendo 0,5% em 2027. A promessa fiscal, que pode incluir cortes em subsídios, levanta dúvidas sobre o impacto direto no bolso do consumidor brasileiro
O ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou nesta sexta-feira (24), durante a Expert XP em São Paulo, que o governo vai melhorar o superávit do país "custe o que custar". A promessa, feita em painel do evento, coloca o compromisso fiscal como "parte central do quebra-cabeça" da economia, com meta de superávit de 0,5% em 2027, "eventualmente diminuindo subvenção". Para o consumidor, a pergunta que fica é: o que isso significa na prática, entre cortes de gastos e promessas de juros mais baixos?
Durigan destacou que o governo chega ao último ano do mandato com indicadores que considera positivos: a menor desigualdade, menor nível de fome, recorde na balança comercial e crescimento médio de 2,5% ao longo dos quatro anos. "Nos resta uma milha final do esforço que é a milha do juro", disse, apontando para a taxa de juros como o próximo desafio.
O ministro reconheceu que será preciso fazer os esforços necessários, sem compromisso em atender setores específicos. "Meu compromisso é fazer com que a economia toda caminhe em uma boa direção, de forma que melhore as condições das pessoas", afirmou. A frase sugere que cortes em subsídios ou programas podem acontecer, mesmo que afetem grupos organizados, em nome do ajuste fiscal.
Para Durigan, o fiscal é a "pedra de toque" para deixar o país robusto em um momento de incertezas globais. "É fundamental que a gente traga o compromisso fiscal, ele é parte central do quebra-cabeça", disse. Segundo ele, o governo está comprometido em equilibrar as contas públicas para que isso leve a juros mais baixos, ao mesmo tempo em que fortalecerá as políticas públicas que mais impactam as pessoas.
O ministro também citou os desafios da economia mundial, destacando que a política de juros nos Estados Unidos está no maior patamar dos últimos 20 anos. "A incerteza fiscal vem atingindo todo mundo. Os bancos centrais espanhol, canadense e inglês, todos estão dizendo que vão aumentar juros, em uma situação mais complicada que a brasileira."
"O Brasil tem que ser um porto seguro em um mundo que projeta incerteza", afirmou Durigan. "Queremos dar previsibilidade e segurança para atrair o capital privado." A promessa de superávit "custe o que custar" soa como um compromisso forte, mas o consumidor deve ficar atento: cortes em subsídios podem encarecer produtos e serviços, enquanto a busca por juros mais baixos pode aliviar o crédito. A equação, como sempre, depende da execução.
Perguntas Frequentes
O que Durigan prometeu na Expert XP?
O ministro da Fazenda afirmou que o governo vai melhorar o superávit do país "custe o que custar", com meta de 0,5% em 2027, eventualmente diminuindo subvenções.
O que significa "custe o que custar" na prática?
Segundo Durigan, o governo está disposto a fazer os esforços necessários, sem compromisso em atender setores específicos, para equilibrar as contas públicas.
Como isso afeta o consumidor?
Cortes em subsídios podem impactar preços de produtos e serviços, enquanto a promessa de juros mais baixos pode facilitar o acesso ao crédito no longo prazo.
Qual a meta de superávit para 2027?
Durigan prometeu um superávit de 0,5% em 2027, com eventual diminuição de subvenções.
O que Durigan disse sobre os juros?
Ele afirmou que a "milha final" do esforço fiscal é a redução dos juros, que dependem do equilíbrio das contas públicas.
Como está a economia brasileira segundo Durigan?
O ministro destacou menor desigualdade, menor nível de fome, recorde na balança comercial e crescimento médio de 2,5% ao longo dos quatro anos de mandato.