CSN aprova troca de títulos de US$1,3 bi e prevê prejuízo maior
A CSN aprovou oferta para trocar títulos de US$1,3 bi com vencimento em 2028 por novas notes com juros de 11% ao ano. A companhia também prevê prejuízo líquido maior no semestre.
CSN aprova oferta para troca de títulos de US$ 1,3 bi; prevê aumento no prejuízo
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) anunciou na noite de quinta-feira que seu conselho de administração aprovou uma oferta de troca de bonds com vencimento em 2028 e juros de 6,750% ao ano, emitidos pela subsidiária CSN Inova. A operação envolve títulos no valor de até US$ 1,3 bilhão e faz parte da estratégia da companhia para alongar o perfil da dívida.
O que a oferta de troca prevê?
Segundo fato relevante divulgado pela companhia, os títulos existentes poderão ser trocados por novas notes colocadas no exterior com remuneração de taxa fixa de 11,00% ao ano e vencimento em 2030, no valor de até US$ 970 milhões. Além disso, haverá pagamento em dinheiro de até US$ 330 milhões.
A oferta será destinada a investidores institucionais qualificados, residentes e domiciliados nos Estados Unidos, e a investidores em outros mercados internacionais. A oferta teve início no mesmo dia e está prevista para encerrar em 10 de agosto, com liquidação prevista em 12 de agosto.
Por que a CSN está trocando os títulos?
A troca de títulos é uma operação comum quando uma empresa quer alongar o prazo de sua dívida ou reduzir o custo de captação. No caso da CSN, a troca envolve um aumento significativo na taxa de juros: de 6,75% ao ano para 11% ao ano. Isso indica que a companhia está disposta a pagar mais caro para ganhar tempo, empurrando o vencimento de 2028 para 2030.
O pagamento em dinheiro de até US$ 330 milhões funciona como um incentivo adicional para os investidores aceitarem a troca. Para quem detém os bonds atuais, a decisão envolve avaliar se o prêmio compensa o aumento do prazo e a mudança nas condições.
Prejuízo maior no primeiro semestre
No mesmo comunicado, a CSN divulgou números preliminares para o primeiro semestre e afirmou esperar prejuízo líquido entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão. No mesmo período do ano anterior, o prejuízo foi de R$ 861,9 milhões.
Considerando o prejuízo líquido de R$ 555 milhões registrado no primeiro trimestre, o resultado implícito do segundo trimestre aponta perda entre R$ 745 milhões e R$ 845 milhões.
Ebitda ajustado deve ficar entre R$ 5,3 bi e R$ 5,4 bi
A companhia também prevê resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado entre R$ 5,3 bilhões e R$ 5,4 bilhões no semestre. No primeiro semestre de 2025, esse número foi de R$ 5,2 bilhões.
Em relação ao segundo trimestre, o Ebitda ajustado deve ficar entre R$ 2,65 bilhões e R$ 2,75 bilhões.
Receita líquida estável
A receita líquida está prevista para ficar, de forma geral, em linha com o mesmo período de 2025, quando a companhia registrou R$ 21,60 bilhões. Isso sugere receita aproximada de R$ 11 bilhões no segundo trimestre.
O que o investidor deve observar?
Para quem acompanha a CSN, o ponto central é o aumento do prejuízo. A troca de títulos, por si só, não resolve o problema de caixa; ela apenas dá mais tempo para a companhia se reorganizar. O custo maior da dívida, com juros de 11% ao ano, pressiona o resultado financeiro nos próximos anos.
O Ebitda ajustado maior, por outro lado, indica que a operação da companhia segue gerando resultado, mesmo com o prejuízo líquido. A diferença entre o Ebitda e o resultado líquido reflete o peso dos juros e das despesas financeiras.
Perguntas Frequentes
Quando a oferta de troca de títulos da CSN termina?
A oferta teve início no dia 31 de julho e está prevista para encerrar em 10 de agosto, com liquidação em 12 de agosto.
Qual é a nova taxa de juros dos títulos?
As novas notes terão remuneração de taxa fixa de 11,00% ao ano, com vencimento em 2030.
Quanto a CSN prevê de prejuízo no semestre?
A companhia espera prejuízo líquido entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre.
O que é o Ebitda ajustado?
É o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, um indicador que mede a geração de caixa operacional da empresa.