BRB diz ser vítima de crime e pede para não ser confundido com antigos gestores
Banco de Brasília publicou nota neste sábado (12) na qual se diz vítima de atos criminosos após investigações da PF apontarem fraudes de cerca de R$ 17 bilhões entre a antiga gestão e o Master. A instituição pede que não seja confundida com os ex-dirigentes.
O Banco de Brasília (BRB) divulgou nota neste sábado (12) na qual afirma ser vítima de atos criminosos. A manifestação veio depois de as investigações da Polícia Federal (PF) apontarem fraudes que somaram cerca de R$ 17 bilhões, envolvendo a antiga gestão do banco e o Master, de Daniel Vorcaro.
Segundo a conclusão da PF, as fraudes foram estruturadas com produção massiva de documentos falsos e uso de uma empresa de fachada. O BRB sustenta que a divulgação dos autos, após a quebra de sigilo do caso, permite que todos conheçam o que aconteceu com a instituição, que se apresenta como vítima dos atos criminosos, e as medidas adotadas pela nova gestão. O banco pede que não seja confundido com os ex-dirigentes que praticaram as fraudes.
A nota informa que a direção executiva foi renovada e que foram adotadas medidas de fortalecimento dos controles internos e da governança. Entre as iniciativas está a contratação do escritório Machado e Meyer, com suporte técnico da Kroll, para realizar auditoria forense independente voltada à apuração dos fatos.
Os achados dessa auditoria, segundo o BRB, foram encaminhados às autoridades competentes: Polícia Federal, Ministério Público Federal, Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários, além de instâncias do Poder Judiciário. O banco afirma que esse trabalho colaborou de forma significativa para as conclusões da PF e culminou na abertura de nova frente de investigação sobre a gestão fraudulenta praticada pelos antigos gestores.
O BRB acrescenta que vem adotando medidas administrativas, extrajudiciais e judiciais para resguardar a instituição e buscar a responsabilização dos envolvidos. Diz ainda que, em razão das apurações em curso e do compromisso de colaboração com as autoridades, não comenta casos ou pessoas específicas. Por fim, pontua que seguirá adotando todas as medidas cabíveis para proteger seu patrimônio, ressarcir eventuais prejuízos e aprimorar continuamente sua estrutura de governança e controles.