Economia

Banco Central liquida 17 instituições em 2026, recorde desde 2002

ResumoO Banco Central liquidou 17 instituições financeiras em 2026, incluindo as gestoras Trustee e Banvox, controladas por Maurício Quadrado. O número representa o maior volume de liquidações extrajudiciais desde 2002. As ações ocorreram sob supervisão regulatória, com encerramento das atividades das empresas citadas.

O Banco Central renovou o recorde de liquidações extrajudiciais em 2026 ao encerrar as atividades das gestoras Trustee e Banvox, controladas por Maurício Quadrado. Total chega a 17, o maior desde 2002.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 03 de setembro de 2026
Banco Central liquida 17 instituições em 2026, recorde desde 2002

O Banco Central renovou nesta quinta-feira o recorde recente de liquidações extrajudiciais de instituições financeiras. A autoridade encerrou as atividades das gestoras Trustee e Banvox, controladas por Maurício Quadrado, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Com isso, 2026 soma 17 instituições com atividades encerradas por ordem do BC, o maior número desde 2002, quando foram 24.

Na gestão do presidente Gabriel Galípolo, iniciada em 2025, o total chega a 21, contando a partir da intervenção no Master, em novembro do ano passado. A maior parcela das liquidações deste ano está relacionada ao escândalo do Master. Segundo o BC, as distribuidoras têm baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A Trustee era a líder do conglomerado, e a Banvox pertencia ao mesmo grupo. Ambas eram controladas por Maurício Quadrado. Segundo o BC, a liquidação da Trustee foi motivada por "graves violações" às regras que disciplinam a atividade. No caso da Banvox, o regulador considerou o vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício do poder de controle e pela existência de administração comum com a Trustee.

"A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada pela existência de graves violações às normas legais que disciplinam as atividades das instituições", afirmou o Banco Central em comunicado.

Em manifestações públicas, o presidente do BC tem argumentado que as intervenções seguem estritamente o manual técnico de governança, sem punitivismo ou perseguição política. No caso das instituições ligadas aos esquemas do Master, as operações só foram encerradas quando faltou liquidez em caixa para pagar as contas do mesmo dia, ou por forte vinculação com as demais empresas do grupo. Parte das liquidações também decorre de ações contra instituições com controles frouxos ou inexistentes de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD).

Dado divulgado na semana passada mostra que 1,28 milhão de pessoas aguardam resposta a seus requerimentos. entenda o caso Master veja o histórico de liquidações do BC

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