Por que "Cidade do Pecado" da Tailândia virou destino de 5 mil marinheiros dos EUA
Milhares de marinheiros do porta-aviões USS Abraham Lincoln chegaram à Tailândia na quarta-feira (2) para cinco dias de descanso em Pattaya, a "Cidade do Pecado". Entenda o contexto histórico e o impacto econômico local.
Milhares de marinheiros a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln chegaram à Tailândia na manhã de quarta-feira (2), após uma missão de nove meses marcada por relatos de desgaste. O navio com propulsão nuclear atracou no porto de Laem Chabang, a cerca de 30 quilômetros de Pattaya, onde aproximadamente 5 mil marinheiros e fuzileiros navais passarão cinco dias de descanso.
A parada ocorre depois de mais de 280 dias de operações no Oriente Médio, período que gerou reclamações sobre as condições a bordo, incluindo escassez de água e comida, exaustão e emergências de saúde mental. Parlamentares americanos cobraram explicações do Pentágono, e o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, classificou os relatos como "completamente distorcidos".
Para Pattaya, a visita representa uma injeção de recursos em um momento de baixa temporada incomumente fraca. O prefeito Poramase Ngampiches estima que os visitantes possam gastar entre US$ 2,5 milhões e US$ 3,75 milhões durante a estadia, considerando que todos desembarquem e gastem entre US$ 100 e US$ 150 por dia. Restaurantes, bares, hotéis e empresas de transporte se preparam para o aumento da demanda. A federação de turismo da província de Chonburi informou em julho que o número de visitantes caiu entre 20% e 30%, com ocupação hoteleira de apenas 15% a 20% em alguns estabelecimentos.
A fama de Pattaya como "cidade do pecado" vem da Guerra do Vietnã, quando militares americanos começaram a frequentar suas praias para descanso, impulsionando o desenvolvimento local. Embora a prostituição seja ilegal no país, a atividade segue visível. Dias antes da chegada, autoridades locais promoveram reuniões de segurança e orientaram comerciantes a praticar preços justos. A polícia multou 25 pessoas, incluindo 18 tailandeses, por assédio a pedestres e aliciamento para prostituição.
Os militares terão restrições: poderão visitar ilhas próximas, mas estarão proibidos de usar jet ski, consumir cannabis e frequentar áreas como a Soi 6 após o pôr do sol. O USS Abraham Lincoln permanece em Laem Chabang até 6 de setembro, e o destróier USS Frank E. Petersen Jr. atracou em Sriracha. O contra-almirante Robert Loughran destacou que a escala "reforça a parceria e a aliança duradouras entre os Estados Unidos e a Tailândia".