Economia

PL oficializa candidatura de Flávio Bolsonaro sem vice definido neste sábado

ResumoO Partido Liberal (PL) oficializou neste sábado (25) a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República sem a definição de um vice. A ausência de um nome para compor a chapa expõe impasses nas negociações com partidos de centro e contrasta com outras candidaturas que já apresentam alianças consolidadas.

O PL oficializa neste sábado (25) a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência sem vice definido, refletindo impasses com partidos de centro. A indefinição expõe dificuldades da campanha em ampliar a base de apoio e contrasta com outras candidaturas que já chegam com alianças

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 24 de julho de 2026
PL oficializa candidatura de Flávio Bolsonaro sem vice definido neste sábado

PL oficializa candidatura de Flávio Bolsonaro sem vice definido

O PL oficializa neste sábado (25) a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República sem definir quem ocupará a vaga de vice. A decisão reflete o impasse nas negociações com partidos de centro e evidencia uma dificuldade da campanha em ampliar sua base de apoio às vésperas do início oficial da disputa.

A estratégia da legenda é manter a composição da chapa em aberto até 5 de agosto, prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para o registro das alianças. A expectativa é que as conversas com Republicanos, União Brasil-PP e Podemos avancem nos próximos dias, embora, até o momento, apenas o Republicanos tenha mantido canais de negociação.

O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o partido seguirá buscando uma composição. "Até o dia 5 de agosto temos interesse em ter o apoio da federação (União-PP). O tempo de televisão permite que a campanha possa mostrar o candidato e responder às críticas. Estamos construindo também com Republicanos e Podemos", disse.

Por que a indefinição sobre o vice preocupa a campanha

A indefinição ocorre em um momento delicado da pré-campanha. Além de enfrentar dificuldades para atrair aliados, Flávio chega à convenção após meses marcados por desgastes políticos, entre eles a crise pública com Michelle Bolsonaro e os efeitos da divulgação de diálogos com o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, que repercutiram na corrida presidencial e coincidiram com uma piora em pesquisas de intenção de voto.

O principal objetivo da campanha é repetir uma fórmula que deu resultado para Jair Bolsonaro em 2022, quando partidos do Centrão aderiram ao projeto presidencial. Até agora, porém, esse movimento não se repetiu.

O cenário das negociações partidárias

A federação União Brasil-PP tem sinalizado neutralidade na eleição presidencial, reduzindo as chances de uma aliança nacional. O Republicanos, por sua vez, condiciona qualquer acordo à resolução de disputas eleitorais em estados considerados estratégicos. Até o momento, apenas o Espírito Santo chegou a um entendimento entre os partidos, com apoio ao ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini.

Na prática, a dificuldade para fechar uma composição revela que, embora o PL continue sendo a principal força da oposição, a construção de uma coalizão mais ampla ainda depende de concessões regionais e da distribuição de apoios locais, uma negociação que permanece em aberto.

Quem são os nomes cotados para a vice-presidência

Entre os nomes discutidos para a vice-presidência, a economista Daniella Marques permanece como a principal alternativa. Ex-presidente da Caixa Econômica Federal e filiada ao Republicanos neste ano, ela passou a integrar a equipe que formula propostas econômicas e ações voltadas ao eleitorado feminino.

Sua indicação, entretanto, depende diretamente de um acordo entre PL e Republicanos. Além disso, enfrenta resistência dentro do próprio partido. Na semana passada, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Daniella reúne credenciais técnicas, mas avaliou que sua presença na chapa não acrescentaria votos.

Outra tentativa de destravar a negociação terminou sem sucesso. Na terça-feira, Valdemar Costa Neto voltou a convidar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ocupar a vice, mas recebeu uma nova negativa. A ex-ministra da Agricultura reafirmou que pretende concentrar esforços na disputa pela presidência do Senado em 2027.

Com isso, perdeu força também a possibilidade de uma composição com nomes do PP, entre eles as deputadas Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE), cogitadas em momentos anteriores.

Os contatos de última hora

Nos últimos dias, Flávio Bolsonaro buscou contato com dirigentes das siglas que considera prioritárias para a formação da chapa. Um encontro com o presidente do PP, Ciro Nogueira, foi confirmado para esta semana em Brasília. Já conversas com Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e Marcos Pereira, comandante do Republicanos, ainda não têm data marcada. Ambos não participaram da convenção estadual da federação União Progressista realizada em São Paulo, onde eram aguardados pela campanha.

O que a indefinição revela sobre a estratégia do PL

A manutenção da vaga de vice em aberto preserva espaço para novas negociações, mas também expõe um contraste em relação a outras candidaturas que já chegam à convenção com alianças consolidadas. Para o PL, a definição do nome dependerá menos da escolha de um perfil e mais da capacidade de transformar a vice-presidência em instrumento para ampliar a coalizão antes do encerramento do prazo eleitoral.

Perguntas Frequentes

Quando o PL oficializa a candidatura de Flávio Bolsonaro?

A oficialização ocorre neste sábado (25), sem a definição do vice.

Até quando o PL pode definir o vice?

O prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para o registro das alianças é 5 de agosto.

Quais partidos estão em negociação com o PL?

Republicanos, União Brasil-PP e Podemos são os principais alvos da campanha.

Quem é o principal nome cotado para a vice?

A economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e filiada ao Republicanos.

Por que Tereza Cristina recusou o convite?

A senadora reafirmou que pretende concentrar esforços na disputa pela presidência do Senado em 2027.

O que a indefinição revela sobre a campanha?

A dificuldade para fechar alianças mostra que a construção de uma coalizão ampla depende de concessões regionais e distribuição de apoios locais.

Leia também

Publicidade