Economia

Cármen Lúcia chama questionamentos às urnas de 'mais um resmungo'; entenda

ResumoA ministra Cármen Lúcia classificou os novos questionamentos às urnas eletrônicas como "mais um resmungo" e "uma arenga", com menor repercussão que em 2022. A declaração ocorreu durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), sem citar diretamente o senador Flávio Bolsonaro, que repetiu críticas do ex-presidente Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral.

A ministra Cármen Lúcia afirmou que os novos questionamentos às urnas eletrônicas são 'mais um resmungo' e 'uma arenga', com menos repercussão que em 2022. A declaração ocorreu durante a Flip, sem citar diretamente Flávio Bolsonaro, que repetiu as críticas do pai. A ministra, ex-

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 24 de julho de 2026
Cármen Lúcia chama questionamentos às urnas de 'mais um resmungo'; entenda

'Mais um resmungo', diz Cármen Lúcia sobre novos questionamentos às urnas eletrônicas

A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, disse nesta quinta-feira, 23, que a nova onda de questionamentos sobre a lisura das urnas eletrônicas é apenas um "resmungo" e uma "arenga" e que terá menos repercussão entre os eleitores do que em 2022. A declaração ocorreu durante a Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), sem que a ministra mencionasse diretamente o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), que recentemente repetiu a conduta de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao questionar a segurança das urnas eletrônicas durante reunião com embaixadores.

O que disse Cármen Lúcia sobre os questionamentos às urnas

Cármen Lúcia lembrou que foi duas vezes presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que tem "absoluta certeza" da "segurança, higidez e transparência" sobre o processo eleitoral e a urna eletrônica. "Esse questionamento que agora, não tem, espero, a força de que chegou a ter em um determinado processo, principalmente entre 2021 e 2022, é apenas mais um resmungo, uma arenga", disse ela ao ser questionada sobre o assunto. Segundo a ministra, o "povo brasileiro aceitou" as urnas eletrônicas. "Tanto que em todo lugar a pessoa fala 'nossa urna', 'minha urna', porque realmente é uma coisa feita, até no seu aperfeiçoamento, de acordo com o que o povo demanda", afirmou a magistrada, citando aperfeiçoamentos para que pessoas com deficiência auditiva e visual possam votar de maneira mais segura.

Quem está questionando as urnas eletrônicas agora

A declaração de Cármen Lúcia ocorre em meio a novos ataques ao sistema eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro (PL) repetiu a conduta de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e questionou a segurança das urnas eletrônicas durante reunião com embaixadores. Na ocasião, Flávio afirmou que há um relatório da CIA apontando suspeitas sobre o sistema de votação eletrônico da Venezuela e sugeriu que o caso teria relação com o modelo brasileiro. Também declarou que as urnas utilizadas nas eleições no País teriam a mesma origem das produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic.

De acordo com o TSE, as urnas eletrônicas brasileiras são desenvolvidas e utilizadas sob responsabilidade da Justiça Eleitoral, sem qualquer vínculo com a Smartmatic. O assunto também foi repercutido pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC).

As consequências legais dos questionamentos

O PT entrou com uma ação no TSE pedindo que as publicações sejam retiradas do ar e que cada um deles, incluindo Flávio Bolsonaro, pague multa de R$ 30 mil. A ação mira as declarações que, segundo a legenda, atentam contra a credibilidade do processo eleitoral.

O que diz a história das urnas eletrônicas no Brasil

Cármen Lúcia lembrou que o sistema é fruto de aperfeiçoamento contínuo, sempre ouvindo as demandas da população. A ministra citou melhorias para pessoas com deficiência auditiva e visual, que podem votar de maneira mais segura. A confiança do eleitor, segundo ela, é demonstrada pelo uso cotidiano: "nossa urna", "minha urna", expressões que mostram a apropriação do sistema pela sociedade.

Perguntas Frequentes

O que Cármen Lúcia disse sobre os questionamentos às urnas?

Ela classificou as novas críticas como "mais um resmungo" e "uma arenga", afirmando que terão menos força que em 2022.

Quem está questionando as urnas eletrônicas agora?

O senador Flávio Bolsonaro (PL) repetiu as críticas do pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, durante reunião com embaixadores, e foi seguido por Eduardo Bolsonaro, Gustavo Gayer e Júlia Zanatta.

Qual a posição do TSE sobre as urnas?

O TSE afirma que as urnas são desenvolvidas e utilizadas sob sua responsabilidade, sem vínculo com a Smartmatic.

Há consequências legais para os questionamentos?

Sim, o PT entrou com ação no TSE pedindo multa de R$ 30 mil para Flávio Bolsonaro e outros, além da retirada das publicações do ar.

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