Petrobras, SLC, Toky, Cemig, Marisa: ações hoje
Radar corporativo desta segunda (14) reúne Petrobras com R$ 2,57 bi em subsídios ao diesel, SLC com emissão de R$ 515,5 mi em CPR, nova presidência na Cemig e prazo da Marisa estendido pela B3 até 2027.
O radar corporativo desta segunda-feira (14) coloca cinco nomes no centro das atenções do investidor. A Petrobras (PETR4) recebeu R$ 2,57 bilhões em parcelas do Programa de Subvenção Econômica à comercialização de diesel. Desse total, R$ 643,8 milhões referem-se às vendas entre 1º e 15 de junho, e R$ 1,92 bilhão ao período de 16 a 30 de junho. Somados, os subsídios à companhia chegam a R$ 9,5 bilhões.
Na SLC Agrícola (SLCE3), o Conselho de Administração aprovou a 1ª emissão de cédulas de produto rural com liquidação financeira (CPR-F), escriturais, em série única, no montante de R$ 515,5 milhões. É captação relevante para uma empresa cujo caixa costuma ser pressionado pelo ciclo da safra.
Mudança de comando na Cemig
O Conselho de Administração da Cemig (CMIG3; CMIG4) aprovou a eleição de Marco Aurélio Martins da Costa Vasconcelos para Presidente e de Alexandre Ramos Peixoto para Presidente do Conselho de Administração. Troca de cadeira no topo da elétrica costuma mexer com a leitura de governança, especialmente quando há controlador público na mesa.
Toky troca conselheiro em meio a ruído
O Grupo Toky (TOKY3) informou que João Pedro Maya foi eleito interinamente como membro independente do Conselho de Administração, após a renúncia de André Felipe Rosado França. A nomeação ainda será submetida à ratificação dos acionistas na primeira Assembleia Geral da companhia. A saída ocorre em meio a questionamentos de minoritários, ponto que costuma pesar na percepção de risco.
Marisa ganha fôlego até 2027
A B3 prorrogou até 31 de dezembro de 2027 o prazo para a Marisa Lojas (AMAR3) se adequar ao percentual mínimo de ações em circulação exigido pelo Novo Mercado. O prazo anterior terminava em 31 de dezembro de 2026. É mais tempo para arrumar a casa, mas o relógio segue correndo.
O dia ainda tem outros movimentos fora desse grupo. A B3 estendeu para 16 de novembro de 2026 o prazo da Sequoia para reenquadrar o valor de suas ações, considerando as tratativas para a Assembleia de 2 de outubro, quando os acionistas votarão uma proposta de grupamento. A Renova Energia recebeu prazo automático até 31 de dezembro de 2027 para ajustar o free float do Nível 2. A Nemesis Brasil Participações, controladora da Azevedo & Travassos, reduziu sua fatia de 67,61% para 53,26% do capital, com as ações caindo de 75,2 milhões para 59,2 milhões. O Morgan Stanley elevou sua posição na Pague Menos para o equivalente a 5% das ordinárias, conforme informado em 10 de setembro de 2026.
Na operação, a Brisanet encerrou agosto com 1,59 milhão de clientes, sendo 1,55 milhão em fibra (FTTH), presente em 159 municípios de nove estados do Nordeste, com crescimento orgânico de 3,1 mil clientes no mês. No móvel, a base ativa chegou a 1,14 milhão, com 36,3 mil novos acessos, e cobertura para mais de 16,7 milhões de habitantes.
Para quem acompanha a bolsa no dia a dia, a leitura prática é separar o que muda caixa do que muda apenas narrativa. Subsídio e emissão de CPR mexem em fluxo. Troca de conselho e prazo de free float mexem em risco percebido. O investidor faz melhor se olhar o número antes do barulho.