PETR4: Petrobras sobe quase 4% com alta do petróleo
As ações da Petrobras (PETR4) sobem quase 4% nesta terça-feira (1º), impulsionadas pela alta do petróleo com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Entenda o que muda para a estatal e para o mercado.
As ações da Petrobras operam em forte alta nesta terça-feira (1º), com PETR4 avançando 3,75%, a R$ 52,15, e PETR3 subindo 3,84%, a R$ 46,75, às 15h45. O movimento acompanha a disparada dos preços internacionais do petróleo, em reação à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que elevou os temores sobre possíveis impactos na oferta global da commodity.
Às 15h41 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, avançavam 4,75%, para US$ 94,89 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, subia 5,46%, para US$ 90,36 por barril.
Por que a Petrobras sobe com o petróleo?
A valorização do petróleo tende a beneficiar empresas produtoras como a Petrobras, já que preços mais altos da commodity costumam melhorar as perspectivas de geração de caixa e rentabilidade da companhia. Por isso, os papéis da estatal passaram a liderar os ganhos do Ibovespa ao longo do pregão.
O que está por trás da alta
A busca por ativos ligados ao setor de petróleo ganhou força após relatos de que um navio-tanque foi atingido por três projéteis enquanto atravessava o Estreito de Hormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte global de petróleo. O incidente aumentou a preocupação dos investidores com possíveis interrupções no fluxo da commodity.
Os preços avançaram ainda mais depois que as Forças Armadas dos Estados Unidos informaram o início de ataques contra alvos da Guarda Revolucionária do Irã. Segundo o Comando Central americano, a ação ocorreu após tentativas recentes de ataques contra navios comerciais e militares norte-americanos na região.
A escalada militar é resultado de uma sequência de confrontos registrados nos últimos dias. Na segunda-feira, o Irã lançou ataques contra duas bases americanas localizadas na Jordânia, em resposta à ofensiva dos EUA contra a Ilha de Larak, realizada no domingo.
As autoridades americanas afirmam que os alvos iranianos teriam ligação com planos para lançar foguetes carregados com minas marítimas no Estreito de Ormuz. A região concentra uma parcela significativa do comércio global de petróleo e qualquer ameaça à navegação costuma provocar fortes reações nos mercados de energia.