Investimentos

Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa, Dólar e Juros em 1º/09

ResumoIbovespa na terça-feira (1º/09) opera em linha com o exterior, com petróleo em alta após ataques entre EUA e Irã e juros globais em máxima. O dólar comercial recuou 0,31% no dia anterior, enquanto futuros de Nova York caem. O PIB do 2º trimestre brasileiro entra no radar.

Nesta terça (1º), o Ibovespa acompanha o exterior com petróleo em alta após ataques entre EUA e Irã, juros globais em máxima e PIB do 2º trimestre no Brasil. Dólar comercial recuou 0,31% ontem, enquanto futuros de NY operam em baixa.

Eduardo Tannous
Eduardo Tannous Economista e analista macro · 01 de setembro de 2026
Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa, Dólar e Juros em 1º/09

O Ibovespa inicia a sessão desta terça-feira (1º) sob pressão externa: os índices futuros de Nova York operam em baixa, enquanto o petróleo Brent ultrapassa US$ 91 por barril, após a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã. O avanço dos rendimentos dos títulos globais, com o Treasury de 10 anos em 4,78%, o maior nível desde janeiro de 2025, também pesa sobre os ativos de risco. No Brasil, o foco está na divulgação do PIB do segundo trimestre pelo IBGE, às 9h, com expectativa de desaceleração.

A tensão no Oriente Médio elevou as cotações do petróleo e renovou os temores de inflação, o que alimenta a possibilidade de alta de juros nos Estados Unidos. Os investidores aumentaram para 67% as probabilidades de um aumento da taxa em setembro. Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única: o Nikkei 225 recuou 0,15%, o Kospi avançou 0,23%, e o CSI 300 caiu 0,30%. O rendimento do título japonês de 10 anos chegou a 3%, maior nível desde setembro de 1996, após reunião entre o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e autoridades japonesas.

No câmbio, o dólar comercial terminou a véspera com baixa de 0,31%, após três altas seguidas, acompanhando o DXY, que recuou 0,29%, aos 99,42 pontos. O movimento veio na mesma direção da moeda americana ante outras divisas de países desenvolvidos. O IPC-S da quarta quadrissemana de agosto caiu 0,37%, acumulando alta de 3,93% em 12 meses. O PMI industrial da zona do euro subiu de 51,9 para 52,7, enquanto o da China avançou de 50,9 para 51,5.

Com o exterior em alerta, a leitura fria do dado doméstico ganha peso. Para o investidor, o dia exige atenção ao PIB e à trajetória dos juros americanos, que seguem como principal vetor de volatilidade. O Ibovespa acumula alta de 1,00% na semana e de 10,11% em 2026, mas a sessão pode testar o suporte diante do cenário externo adverso.

Leia também

Publicidade