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Ibovespa cai 1,52% e fecha na mínima do dia após Fed manter juros: o que desanimou?

ResumoO Ibovespa fechou em queda de 1,52% aos 173.885 pontos nesta quarta-feira, pressionado por ações de bancos e pela decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros. Três membros do Fomc votaram por alta, gerando incertezas sobre a política monetária norte-americana e desanimando investidores.

O Ibovespa fechou em queda de 1,52% nesta quarta, aos 173.885 pontos, pressionado por bancos e pela decisão do Fed de manter juros. Três membros do Fomc votaram por alta, gerando incertezas sobre os próximos passos da política monetária nos EUA.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 29 de julho de 2026
Ibovespa cai 1,52% e fecha na mínima do dia após Fed manter juros: o que desanimou?

Ibovespa cai 1,52% e fecha na mínima do dia após Fed manter juros: o que desanimou?

O Ibovespa caiu 1,52% nesta quarta, fechando a 173.885 pontos, na mínima do dia. A queda foi liderada por ações de bancos, com destaque para o Santander Brasil, que recuou mais de 7% após lucro abaixo do esperado. O Fed manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, mas três dos 12 membros do Fomc votaram por um aumento de 0,25 ponto percentual, gerando incertezas sobre a política monetária.

Por que o Ibovespa caiu com a decisão do Fed?

O índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 1,52%, encerrando a 173.885 pontos, na mínima do dia, após atingir máxima de 176.563,85. O movimento foi pressionado pelo forte recuo em ações de bancos, especialmente o Santander Brasil (SANB11), que caiu mais de 7% após reportar queda de 17,6% nos lucros do segundo trimestre, ficando aquém das estimativas.

O Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas, em decisão amplamente esperada, mas que pode intensificar dúvidas sobre como o chair do banco central norte-americano, Kevin Warsh, cumprirá sua promessa de reduzir a inflação dos EUA de volta à meta de 2%.

Votação dividida no Fomc: 9 a 3

A decisão de manter a taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75% teve discordância de três dos 12 membros do Fomc, que preferiam um aumento de 0,25 ponto percentual. André Valério, economista sênior do Inter, ressalta que foi a primeira vez desde 2016 em que três membros do comitê divergem na mesma direção, mostrando discordância crescente e preocupação com a dinâmica inflacionária.

O que esperar dos juros nos EUA?

"Hoje, o mercado precifica quase certamente uma alta em setembro, mas a dinâmica inflacionária até lá será determinante para o próximo passo do Fed. Com a incerteza do conflito no Oriente Médio e o preço do petróleo rondando os US$ 100, podemos ver a inflação não ceder o suficiente, o que poderia levar mais membros do FOMC a votar por uma alta na próxima reunião", aponta o especialista.

Omair Sharif, fundador e presidente da Inflation Insights, disse que espera que o Fomc aumente as taxas em 25 pontos-base em setembro, a menos que os dados do mercado de trabalho desabem ou que a inflação básica fique mais próxima de 2% em termos anualizados, o que não espera nos dados de julho ou agosto.

Visão de analistas sobre o Fed

Kathy Bostjancic, economista-chefe da Nationwide, afirmou que "o elevado número de votos dissidentes ressalta que os formuladores de política estão cada vez mais hawkish". No entanto, ela acredita que "o Fed pode e deve manter as taxas inalteradas este ano, já que taxas de juros mais altas não resolverão o choque no abastecimento de energia proveniente do Oriente Médio nem desacelerarão os investimentos em IA que estão elevando os preços".

Para Marianna Costa, da Mirae Asset, tanto o comunicado quanto a coletiva de Kevin Warsh não trouxeram qualquer sinalização sobre os próximos passos da política monetária. Warsh voltou a afirmar que a inflação é "uma escolha" e reiterou que a prioridade é restabelecer a estabilidade de preços.

Impacto nos mercados e no petróleo

O rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano de dois anos recuou após a decisão, refletindo o ajuste das expectativas diante da retirada do risco imediato de uma elevação dos juros nesta reunião. A curva de juros continua precificando aproximadamente duas elevações de 25 pontos-base até o final do primeiro trimestre de 2027, avalia Marianna.

O conflito no Oriente Médio também seguiu no radar, com os preços do petróleo subindo cerca de 8% nesta quarta, à medida que novos ataques aéreos de grande escala foram retomados na região, frustrando as esperanças de um fim iminente da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Perguntas Frequentes

O que significa a dissidência de três membros do Fomc?

É a primeira vez desde 2016 que três membros do comitê divergem na mesma direção, mostrando discordância crescente e preocupação com a inflação.

Qual a probabilidade de alta de juros em setembro?

O mercado precifica quase certamente uma alta em setembro, mas a dinâmica inflacionária até lá será determinante.

Por que o Santander Brasil caiu mais de 7%?

O banco reportou queda de 17,6% nos lucros do segundo trimestre, ficando aquém das estimativas do mercado.

Como o conflito no Oriente Médio afeta o mercado?

Os preços do petróleo subiram cerca de 8% com novos ataques aéreos, gerando pressão inflacionária e incertezas sobre a política monetária.

O que Kevin Warsh disse sobre inflação?

Warsh afirmou que a inflação é "uma escolha" e reiterou que a prioridade da autoridade monetária é restabelecer a estabilidade de preços.

entenda o impacto do Fed no Ibovespa análise de ações de bancos na bolsa

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