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CSAN3: Goldman mantém neutra para Cosan, mas vê melhora gradual

ResumoA Cosan (CSAN3) recebeu do Goldman Sachs a manutenção da recomendação neutra após o 2T26, com projeção de DSCR de 1,1 vez em 2026. O banco observa melhora gradual na companhia, impulsionada por vendas de ativos como Rumo e Radar, que devem acelerar o processo de desalavancagem financeira.

O Goldman Sachs manteve recomendação neutra para a Cosan (CSAN3) após o 2T26, mas vê melhora gradual. O banco projeta DSCR de 1,1 vez em 2026 e destaca vendas de ativos como Rumo e Radar para acelerar a desalavancagem.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 02 de setembro de 2026
CSAN3: Goldman mantém neutra para Cosan, mas vê melhora gradual

O Goldman Sachs manteve a recomendação neutra para as ações da Cosan (CSAN3) após os resultados do segundo trimestre de 2026, mas reconhece uma melhora gradual dos indicadores financeiros da companhia ao longo do segundo semestre. Em relatório divulgado depois do balanço, o banco atualizou seu modelo para incorporar os números do 2T26 e as novas projeções macroeconômicas da própria equipe econômica.

A expectativa é que a Cosan encerre 2026 com índice de cobertura do serviço da dívida (DSCR) de 1,1 vez, dentro da faixa de 0,8 a 1,2 vez projetada pela companhia. O número representa uma evolução significativa ante o indicador de 0,2 vez reportado no segundo trimestre. Segundo os analistas, esse avanço deve ocorrer à medida que a holding receba um volume maior de dividendos de suas investidas, com destaque para Compass Gás e Energia, Rumo e Moove. Também há a possibilidade de contribuição extraordinária da Radar Propriedades Agrícolas, ligada à venda de ativos imobiliários rurais que a administração espera concluir até o quarto trimestre.

O mercado, porém, segue atento à estratégia de reciclagem de portfólio. O Goldman Sachs afirma que a venda de ativos deve permanecer no centro das discussões sobre a Cosan nos próximos meses, especialmente com juros ainda elevados no Brasil. Rumores recentes sobre uma eventual venda de parte da participação na Rumo voltaram a chamar atenção, embora o banco não atribua probabilidade específica à operação. A própria administração reconheceu, na teleconferência de resultados, que mantém conversas com potenciais compradores.

A dívida líquida expandida da Cosan alcançou R$ 12,2 bilhões no fim do 2T26, considerando custos do resgate da estrutura Cosan 10 e o encerramento de contratos vinculados à Rumo. A participação de cerca de 30% na Rumo tem valor de mercado estimado em R$ 8,6 bilhões, uma das principais alternativas de geração de recursos. O Goldman também estima desconto de holding de aproximadamente 12% para as ações, calculado com base na participação de 44% na Raízen e nos custos de resgate da estrutura Cosan 9, criada na compra da participação na Vale em 2022.

A Raízen, porém, segue focada em reestruturação operacional e redução de dívida, o que pode limitar dividendos no curto prazo. Entre os catalisadores para CSAN3, os analistas citam as eleições presidenciais de 2026, o comportamento dos juros, possíveis vendas de ativos e a evolução da reestruturação da Raízen. o que é DSCR e como avaliar a saúde financeira de uma holding

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