As 6 melhores ações de dividendos para a carteira sobreviver às eleições
Com a corrida eleitoral agitando a bolsa, corretoras reforçam apostas em dividendos. Conheça os 6 papéis mais recomendados para setembro e os dividend yields projetados.
A corrida eleitoral passou a ditar o humor da bolsa brasileira na virada para setembro. Com as pesquisas apontando uma disputa presidencial mais equilibrada, o investidor voltou a comprar ativos locais, e o Ibovespa emendou uma sequência de altas, devolvendo boa parte do terreno perdido no mês anterior.
As 6 ações de dividendos mais recomendadas para setembro, segundo corretoras, priorizam empresas que geram caixa agora e distribuem proventos de forma previsível, sem depender de reprecificação política. A retomada não veio para as ações preferidas de dividendos: o IDIV terminou agosto com recuo de 1,65%, pior que o do Ibovespa.
Entre dez corretoras consultadas pelo InfoMoney, seis papéis aparecem em pelo menos cinco carteiras. Destaque para figurinhas como Petrobras, Allos e Copel, além de nomes como Eletrobras, Itaú e Vale.
Petrobras: liderança em 8 de 10 carteiras A estatal lidera o ranking. O BTG Pactual combina desempenho operacional robusto, com produção acumulada de cerca de 2,77 milhões de barris por dia contra guidance de 2,4 a 2,6 milhões, e forte capacidade de precificação, já que 70% da produção abastece as próprias refinarias. O banco estima dividend yield de aproximadamente 9% para 2027. O Santander elevou a recomendação para compra, com preço-alvo de R$ 60,00 e DY de cerca de 10% em 2026. A Terra Investimentos destaca o lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre, alta de 97%, com R$ 17,4 bilhões em proventos aprovados.
Allos: defesa no setor imobiliário Com 55 shoppings no portfólio, 45 próprios, a companhia aparece em sete carteiras. O BTG Pactual projeta dividend yield próximo de 13%, com vacância e inadimplência saudáveis. O Santander reitera compra com preço-alvo de R$ 38,50 e DY de 13,5% para 2026. A XP elevou o peso do papel de 7,5% para 10%.
Copel: receitas reguladas e baixo risco A antiga Eletrobras soma sete indicações. O BTG Pactual projeta dividend yield médio de 10% entre 2027 e 2029, com alavancagem caindo para 2,1 vezes em 2027. O Santander vê Ebitda de R$ 32,4 bilhões em 2026, alta de 47%, e a Andbank destaca recompra de R$ 3,7 bilhões. A Copel fecha o ranking com cinco indicações, com o Itaú BBA esperando DY de cerca de 8% para o ano corrente.
Itaú e Vale: alternativas defensivas O maior banco privado do país soma seis recomendações. O BTG Pactual mantém o papel como preferido large cap, com ação negociando a 7,6 vezes o lucro estimado para 2027. O Santander colocou o Itaú como principal escolha entre bancos, com preço-alvo de R$ 51,00 para 2027. A Vale aparece em cinco carteiras, com o BTG estimando retorno ao acionista de 8% a 9% ao ano.
Análise: por que dividendos agora Em vez de correr atrás do rali, as casas reforçam a preferência por teses que não dependem de reprecificação política. A combinação de proventos previsíveis com múltiplos descontados oferece uma barreira contra a volatilidade eleitoral, ainda que o IDIV mostre que o curto prazo segue desafiador.