TSE convida diplomatas americanos para explicar funcionamento da urna eletrônica
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) convocou embaixadores, incluindo os dos Estados Unidos, para uma reunião no dia 17 de agosto, a fim de esclarecer o funcionamento da urna eletrônica, considerada um patrimônio do povo brasileiro.
TSE convida diplomatas americanos para explicar funcionamento da urna eletrônica
No dia 17 de agosto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará uma reunião com embaixadores, incluindo os dos Estados Unidos e de todos os países com representação no Brasil, para explicar o funcionamento da urna eletrônica. O presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, defenderá a urna como um "patrimônio do povo brasileiro" durante o encontro.
A área internacional do TSE foi contatada pela Embaixada dos Estados Unidos para discutir a visita de representantes do governo americano. No entanto, a pauta da reunião não foi divulgada. O TSE informou que a audiência não foi marcada devido ao recesso do Judiciário.
A nota divulgada pelo TSE também mencionou que a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia, o Parlasul, o Carter Center, a Uniore e a ROJAE-CPLP já aceitaram participar da Missão de Observadores Eleitorais (MOEs) para acompanhar as eleições que ocorrerão em outubro. Convites semelhantes foram enviados à União Africana e à Liga Árabe.
De acordo com informações de um jornal, um pedido de visto foi feito no dia 20, prevendo reuniões com Flávio Bolsonaro e autoridades eleitorais. A missão de dois altos funcionários do Departamento de Estado americano estaria programada para ocorrer algumas semanas antes da eleição de 4 de outubro. O Itamaraty se comprometeu a evitar qualquer ingerência, enquanto Washington confirmou a viagem, mas sem revelar os objetivos específicos.
Em 16 de junho, o presidente já tinha se reunido com 25 embaixadores, explicando o funcionamento do sistema eletrônico de votação brasileiro. Na última sexta-feira, o Itamaraty negou vistos a dois funcionários do governo americano, que pretendiam visitar o Brasil com a justificativa oficial de discutir liberdade de expressão em relação às eleições. Os funcionários, Riley M. Barnes e Samuel D. Samson, são secretários-assistentes do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, que faz parte do Departamento de Estado, liderado por Marco Rubio.
A decisão de negar os vistos foi influenciada por uma avaliação interna, que considerou que o pedido foi feito em um momento em que Flávio Bolsonaro, candidato à presidência, havia questionado as urnas eletrônicas, inclusive em um evento que contou com a presença de diplomatas. A avaliação ressaltou o risco de instrumentalização da visita em um contexto pré-eleitoral.