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Tribunal suspende provisoriamente reforma de Trump sobre voto por correspondência

Um tribunal de apelação dos EUA decidiu manter a proibição das medidas de Trump sobre o voto por correspondência. Essa decisão representa um obstáculo significativo para o governo na implementação da ordem executiva antes das eleições legislativas.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 27 de julho de 2026
Tribunal suspende provisoriamente reforma de Trump sobre voto por correspondência

Tribunal suspende provisoriamente reforma de Trump sobre voto por correspondência

Um tribunal de apelação dos Estados Unidos decidiu, no dia 25, não atender ao pedido do Departamento de Justiça para finalizar a reforma do voto por correspondência proposta por Donald Trump antes das eleições legislativas de novembro. A corte manteve a decisão de um juiz de Boston que declarou ilegais as medidas do presidente, que é um obstáculo significativo para a implementação de sua ordem executiva em cerca de vinte estados e no Distrito de Columbia.

Implicações da Decisão

O painel de apelação, composto por três juízes, decidiu que não suspenderá a decisão de primeira instância que proíbe a aplicação imediata da ordem executiva de Trump. Também existem outras contestações judiciais contra as diretrizes do presidente, incluindo uma ação do Comitê Nacional Democrata e dos líderes do partido no Congresso.

O governo dos EUA, em um comunicado, caracterizou a proposta como uma "visita de rotina". Defensores de diferentes espectros políticos estão se mobilizando para influenciar as disputas jurídicas em jogo antes das eleições, que são cruciais para os republicanos.

A Tensão nos Estados

O Tribunal de Apelações do Primeiro Circuito concluiu que os estados que entraram com ações apresentaram provas suficientes de que estavam sendo prejudicados pelas ações do presidente. Os juízes Gustavo Gelpí e Julie Rikelman, nomeados pelo ex-presidente Joe Biden, mencionaram em um parecer que a ordem de Trump já havia "gerado uma tensão incrível" sobre os funcionários eleitorais estaduais e suas equipes.

O juiz Joshua Dunlap, nomeado durante o segundo mandato de Trump, expressou uma opinião divergente, permitindo que uma seção da ordem determinasse que o Departamento de Segurança Interna preparasse uma lista de eleitores cidadãos americanos potencialmente elegíveis.

Reações e Ações Futuras

Os porta-vozes do gabinete do procurador-geral da Califórnia, que liderou a coalizão de estados que entraram com a ação, juntamente com o Departamento de Justiça e a Casa Branca, não responderam aos pedidos de comentários. Procuradores-gerais estaduais republicanos intervieram em apoio à ordem do presidente.

As autoridades estaduais que entraram com a ação apontaram que a redação da ordem executiva parecia ameaçá-las com processos criminais caso não utilizassem as listas federais para determinar a elegibilidade dos eleitores. Além disso, a ordem de Trump exigia que o Serviço Postal dos Estados Unidos renovasse o formato da correspondência eleitoral, o que, segundo os estados, poderia transformar a agência em um "regulador eleitoral".

Os defensores da proposta alegam que as medidas são necessárias para combater fraudes, enquanto críticos, incluindo democratas e organizações de direitos eleitorais, veem isso como uma interferência ilegal na gestão estadual das eleições.

Próximos Passos

No final de junho, o juiz de Boston já havia declarado "inconstitucionalmente nulas" várias seções da ordem de Trump. O Comitê Nacional Democrata também solicitou ao Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia que bloqueasse as diretrizes de Trump antes das eleições de novembro. As disputas jurídicas continuam, e o cenário eleitoral permanece tenso.

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