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Tarcísio, Michelle e Marinho disputam protagonismo da direita sem Flávio

A ausência de Flávio Bolsonaro no cenário político nacional abriu espaço para uma disputa interna pela liderança da direita. Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Rogério Marinho emergem como figuras centrais nesse novo arranjo, com olhares voltados para as eleições de 2030.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 28 de outubro de 2026
Tarcísio, Michelle e Marinho disputam protagonismo da direita sem Flávio

A saída de Flávio Bolsonaro (PL) do cenário eleitoral presidencial e notícias sobre sua possível saída do Brasil criaram uma nova dinâmica na disputa pelo protagonismo da direita durante o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesse contexto, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desponta como uma alternativa para projetar a oposição em âmbito nacional. Michelle Bolsonaro e o senador Rogério Marinho (PL-RN) também buscam consolidar sua influência, com potencial para impactar a definição de um candidato presidencial em 2030.

Tarcísio de Freitas: pragmatismo e foco em propostas

Tarcísio de Freitas tem cultivado apoio em setores do Centrão e mantém diálogo com o mercado financeiro e partidos de centro-direita. Após sua reeleição em primeiro turno, ele tem defendido uma oposição pautada em temas como custo de vida, segurança, controle de gastos e crescimento econômico. Em um vídeo divulgado na terça-feira (27), o governador enfatizou a necessidade de apresentar propostas para os próximos quatro anos, destacando o desejo por "ministérios com gente técnica e séria, de um governo que corte gastos e tire o peso dos impostos das costas do cidadão". Essa abordagem contrasta com a postura de Flávio Bolsonaro, que manifestou intenção de contestar judicialmente a eleição.

Michelle Bolsonaro e Rogério Marinho: buscando espaço e legado

Michelle Bolsonaro, eleita senadora pelo Distrito Federal, almeja ampliar sua influência no PL e é vista por aliados como uma potencial candidata à Presidência em 2030. Com forte presença entre eleitores conservadores, mulheres e evangélicos, ela busca manter a identidade bolsonarista. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, expressou união e compromisso com o Brasil após conversa com a ex-primeira-dama. Michelle pode representar a continuidade do bolsonarismo, mas sua candidatura pode gerar divisões com Tarcísio.

Rogério Marinho, ex-ministro de Jair Bolsonaro e coordenador da campanha de Flávio, visa a presidência do Senado em 2027. O PL pretende usar a casa para fiscalizar o governo e avançar pedidos de impeachment. Marinho não é apontado como principal candidato presidencial, mas pode ser decisivo na escolha do nome da direita em 2030.

A reorganização da direita enfrenta o desafio de Jair Bolsonaro, que continua sendo uma referência simbólica para parte do eleitorado. A eventual necessidade de se afastar da família Bolsonaro pode gerar resistência entre militantes.

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