Mutirão de Dívidas: Bancos Abrem Renegociação com Condições Especiais
Um mutirão nacional para renegociação de dívidas e orientação financeira começa neste domingo, dia 1º, reunindo mais de 160 instituições financeiras. A iniciativa, promovida pela Febraban em parceria com o Banco Central, visa oferecer condições especiais para que consumidores col
Neste domingo, dia 1º, tem início o Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira, uma iniciativa que se estenderá até 30 de novembro. O evento conta com a participação de mais de 160 instituições financeiras e entidades parceiras, prontas para oferecer condições facilitadas de pagamento aos consumidores com dívidas em atraso.
As regras e condições de negociação são definidas por cada instituição, podendo incluir alongamento de prazos, redução de taxas, alteração nas condições de pagamento ou migração para linhas de crédito mais vantajosas. São passíveis de negociação dívidas em atraso, desde que não prescritas, em modalidades como cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e outras linhas bancárias. Contudo, dívidas com bens em garantia (como financiamentos de veículos e imóveis) e dívidas prescritas não são contempladas.
A negociação pode ser realizada diretamente pelos canais oficiais das instituições credoras ou através do portal Consumidor.gov.br, exigindo uma conta gov.br de nível prata ou ouro. Para consultar a lista completa de entidades participantes, os interessados podem acessar a página oficial do Meu Bolso em Dia Febraban.
Promovida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a iniciativa conta com o apoio do Banco Central do Brasil, da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Colegiado Nacional de Procons Estaduais e da Associação Brasileira de Procons (ProconsBrsil). Desde sua primeira edição em 2019, o mutirão já auxiliou na renegociação de mais de 38,3 milhões de contratos.
"Negociar é um passo importante para ajudar o consumidor a reorganizar sua vida financeira, e a prevenção ao superendividamento é fundamental. A educação financeira contribui para escolhas mais conscientes sobre o orçamento e o uso do crédito, ajudando as famílias a manter suas finanças equilibradas", afirma Amaury Oliva, diretor de Cidadania Financeira e Relações com o Consumidor da Febraban.