Ibovespa cai 1,5% nesta 6ª com Petrobras e bancos
O Ibovespa encerrou a sexta-feira em queda de 1,5%, pressionado por perdas em ações da Petrobras e bancos. O índice acumulou alta de 0,19% na semana, mas fechou praticamente no zero.
Ibovespa cai 1,5% nesta 6ª com Petrobras e bancos e fecha semana praticamente no zero
O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, encerrou a sexta-feira, 6, com uma queda de 1,52%, atingindo 174.041,95 pontos. Essa movimentação foi impulsionada por perdas significativas nas ações de grandes empresas, especialmente nas de bancos e da Petrobras, após uma sessão marcada por um forte recuo nos preços do petróleo no exterior. Na mínima do dia, o índice chegou a 174.041,95 pontos, enquanto na máxima atingiu 176.719,62 pontos. No acumulado da semana, o Ibovespa apresenta uma leve alta de 0,19%, e o volume financeiro no pregão foi de R$16,63 bilhões.
As flutuações no Ibovespa foram influenciadas por fatores externos. Após informações de que a China iniciou esforços para retomar negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, os preços dos futuros do petróleo despencaram mais de 4%. Isso ocorreu depois que o petróleo havia superado a marca de US$100 na sessão anterior, um nível que não era alcançado desde maio. Essa queda nos preços do petróleo teve um impacto direto nas ações da Petrobras, que registraram perdas significativas durante o pregão, contribuindo para que o Ibovespa se firmasse no campo negativo e se distanciasse de outros ativos domésticos.
Outro fator que preocupou os investidores foi a avaliação das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. Essas tarifas foram atribuídas a alegações de fiscalização frouxa das proibições ao trabalho forçado. O governo brasileiro classificou essa decisão como arbitrária e injustificada, com uma nova tarifa de 12,5% sendo aplicada sobre produtos brasileiros. Apesar disso, o mercado acredita que o impacto concreto dessas tarifas sobre a bolsa brasileira será limitado. "Acreditamos que as novas tarifas impostas pelo governo norte-americano devem ter um impacto limitado no Ibovespa, uma vez que o movimento já havia sido amplamente precificado pelo mercado ao longo das últimas semanas", afirmou Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad.
As ações da Petrobras também refletiram a queda do petróleo no exterior. As ações preferenciais da empresa (PETR4) recuaram 1,72%, enquanto as ações ordinárias (PETR3) perderam 2,36%. Os futuros do Brent fecharam a US$96,78 o barril, com uma queda de 3,88%.
O setor bancário também enfrentou perdas. O Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 1,08%, Bradesco (BBDC4) recuou 1,28%, e Santander Brasil (SANB11) perdeu 1,09%. O Banco do Brasil (BBAS3) teve uma queda ainda mais acentuada, de 2,77%.
Outras ações que se destacaram nas quedas foram as de PetroReconcavo (RECV3) e PRIO (PRIO3), que fecharam em queda de 2,75% e 2,84%, respectivamente, refletindo também as perdas do petróleo. A Vale (VALE3) caiu 0,58%, seguindo a tendência de queda da commodity no exterior. O contrato de minério de ferro para setembro, mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China, encerrou o pregão com uma leve queda de 0,13%, cotado a US$110,11 por tonelada, com um recuo acumulado de 2,37% na semana.
A ISA Energia (ISAE4) despencou 7,16%, liderando as perdas do Ibovespa, após a empresa anunciar a precificação de uma oferta primária de ações em R$27,00 por papel. A Caixa Seguridade (CXSE3) também apresentou uma das maiores quedas do índice, com uma perda de 5,21%. Analistas do JPMorgan cortaram a recomendação dos papéis para "underweight", citando que, embora a empresa tenha apresentado desempenho superior ao mercado, não houve revisão dos lucros.
Marfrig (MRFG3) encerrou o dia com uma queda de 4,81%, figurando entre os destaques negativos do pregão. Analistas do BTG Pactual preveem que os resultados da empresa devem ser semelhantes aos do último trimestre, com margens no mercado interno continuando sua tendência de queda impulsionadas pelos preços mais baixos da carne suína, enquanto os custos permanecem estáveis.