Eleição EUA: Congresso testa Trump e sua influência global
As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que ocorrem em 3 de novembro, vão muito além da renovação de 435 deputados e 35 senadores. O resultado pode definir o futuro do presidente Donald Trump e de sua agenda, tanto em conflitos globais quanto em políticas internas.
As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para terça-feira, 3 de novembro, terão um impacto significativo no futuro do presidente Donald Trump e em sua influência global. Os eleitores renovarão todos os 435 assentos da Câmara dos Deputados e 35 dos 100 assentos do Senado. Além disso, serão definidos 36 governadores e milhares de cargos em legislativos estaduais e municipais, com a população opinando em 146 propostas de lei e referendos locais.
O resultado destas eleições é visto como um termômetro para o movimento político de Trump e a continuidade de sua agenda. Projetos como deportações em massa, imposição de tarifas e até mesmo a anexação da Groenlândia podem ser afetados. Analistas e projeções políticas indicam uma alta probabilidade, superior a 90%, de os democratas retomarem o controle da Câmara dos Deputados. No Senado, a disputa é mais acirrada, mas as chances de Trump perder a maioria republicana são consideradas altas, entre 70% e 75%.
Por mais de dois anos, Trump exerceu um domínio considerável sobre os três poderes, incluindo uma maioria conservadora na Suprema Corte. No entanto, um Congresso hostil pode apresentar desafios inéditos. A Câmara, em caso de maioria opositora, terá o poder de vetar propostas de impostos, cortes orçamentários e extinção de agências, além de poder investigar o governo e intimar membros do gabinete. No Senado, os democratas podem rejeitar indicações presidenciais para cargos cruciais e novas vagas na Suprema Corte.
Mais de 51 milhões de eleitores já votaram antecipadamente, em um cenário marcado por batalhas judiciais nos dias que antecedem a votação oficial. A forma como essas eleições se desenrolarem definirá não apenas o equilíbrio de poder em Washington, mas também a projeção da influência americana no cenário mundial.