Financas Pessoais

Dólar fica estável em R$ 5,08, mas cai 0,58% na semana

O dólar comercial terminou a sexta-feira cotado a R$ 5,08, mostrando uma leve queda de 0,06%. O cenário internacional e as tarifas dos EUA impactaram o mercado financeiro.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 27 de julho de 2026
Dólar fica estável em R$ 5,08, mas cai 0,58% na semana

Dólar fica estável em R$ 5,08, mas cai 0,58% na semana

O mercado financeiro encerrou a sexta-feira (24) dividido entre a cautela com as novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O dólar comercial fechou praticamente estável frente ao real, cotado a R$ 5,081, com uma leve queda de 0,06%. Essa leve variação ocorre após a moeda abrir a R$ 5,09 e atingir uma mínima de R$ 5,04 por volta das 12h, estabilizando-se ao longo da tarde.

A moeda foi influenciada principalmente pelo cenário externo. Os investidores acompanharam a entrada em vigor das novas tarifas de 10% a 12,5% impostas pelos Estados Unidos a 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, além das notícias sobre uma possível retomada das negociações entre Washington e Teerã, mediada pelo Paquistão com apoio da China.

O real apresentou desempenho superior ao de outras moedas emergentes na semana, beneficiado pelo fato de o Brasil ser exportador líquido de petróleo e pela elevada diferença entre os juros domésticos e os juros nos Estados Unidos, que continua atraindo capitais financeiros. Segundo o Banco Central, o dólar PTAX de venda em 24/07/2026 foi R$ 5,0666.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, terminou praticamente estável.

Desempenho do Ibovespa

No mercado de ações, o Ibovespa caiu 1,52%, aos 174.041 pontos, encerrando o pregão na mínima do dia. Apesar da queda, o índice conseguiu acumular alta de 0,19% na semana. A queda do petróleo levou investidores a venderem ações de petroleiras, para realizarem lucros. Ações de mineradoras acompanharam o recuo do minério de ferro. Os grandes bancos também sofreram com a redução do fluxo estrangeiro para mercados emergentes.

Além do cenário internacional, o mercado monitorou as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Como o novo tarifaço vinha sendo anunciado nas últimas semanas, os investidores avaliam que a maior parte do impacto das medidas já está refletido nas ações.

Depois de ultrapassar US$ 100 por barril na quinta-feira (23) pela primeira vez desde maio, o petróleo devolveu parte dos ganhos nesta sexta-feira. O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, fechou em US$ 96,78, com uma queda de 3,88%. O petróleo WTI, do Texas, recuou 3,12%, para US$ 89,31.

Apesar da correção, o mercado segue atento aos riscos para a oferta global de petróleo. Os confrontos entre Estados Unidos e Irã continuam, o Estreito de Ormuz opera com tráfego reduzido e os ataques dos houthis no Mar Vermelho ainda representam ameaça às principais rotas marítimas de transporte de energia. Os dados do dólar nos dias anteriores mostram uma leve tendência de queda: em 23/07/2026, o dólar PTAX de venda foi de R$ 5,0807, e em 22/07/2026, foi R$ 5,0638.

Na análise do cenário, é evidente que as novas tarifas e a volatilidade do petróleo têm um impacto direto na economia brasileira, especialmente para os consumidores que dependem do preço do dólar para produtos importados. Para aqueles que acompanham o mercado, a expectativa é de que os próximos dias tragam mais clareza sobre as negociações internacionais e suas repercussões no câmbio e na economia local.

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