Economia

Vendas da BYD crescem pelo 4º mês com exportações fortes

ResumoA BYD registrou aumento nas vendas globais pelo quarto mês consecutivo em agosto, com alta de 17,8% e exportações crescendo 134,5%. O Brasil é pilar desse crescimento, impulsionando a demanda por veículos elétricos da montadora chinesa. Os números refletem a expansão internacional da marca e a consolidação do mercado brasileiro como destino estratégico para as exportações da BYD.

A BYD registrou aumento nas vendas globais pelo quarto mês consecutivo em agosto, com alta de 17,8% e exportações disparando 134,5%. O Brasil é pilar desse crescimento.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 01 de setembro de 2026
Vendas da BYD crescem pelo 4º mês com exportações fortes

Se você acompanha o mercado de carros, já percebeu: a BYD não para de crescer, mesmo com a economia chinesa desacelerando. A fabricante chinesa de veículos elétricos registrou aumento nas vendas globais pelo quarto mês consecutivo, e o motor dessa sequência são as exportações fortes, que seguem compensando a demanda doméstica fraca. Os números de agosto mostram bem esse movimento.

As vendas totais da BYD subiram 17,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, chegando a 440.293 veículos. As exportações, por sua vez, dispararam 134,5%, somando 189.466 unidades, segundo cálculos da Reuters com base em dados divulgados pela própria montadora nesta terça-feira. É um ritmo que chama atenção, principalmente em um cenário de concorrência intensa no mercado chinês.

Brasil é pilar do crescimento

A BYD tem liderado as ambições internacionais das montadoras chinesas, ganhando espaço em mercados importantes do exterior para se diversificar além da China, cada vez mais saturada. E essa estratégia já se reflete na lucratividade: pela primeira vez, entre janeiro e junho, a maior montadora mundial de veículos elétricos gerou mais receita no exterior do que na China.

O Brasil é o maior mercado da BYD fora da China e virou pilar desse crescimento. A empresa lançou recentemente seu primeiro veículo híbrido plug-in flex produzido localmente no país, ampliando a presença fabril no maior mercado automotivo da América Latina. Segundo dados acumulados de janeiro a julho da Fenabrave, a BYD já é a quarta maior marca do Brasil, com participação de 7,54%, à frente de Hyundai, Toyota, Renault, Jeep e Honda, atrás de Fiat, Volkswagen e GM. A rival chinesa GWM entrou no ranking na décima posição. No período, a BYD vendeu 122,5 mil veículos no Brasil, enquanto a GWM vendeu 44,5 mil.

Essa crescente contribuição dos mercados internacionais serviu de amortecedor contra a queda na lucratividade na China. A BYD registrou seu primeiro aumento trimestral no lucro em mais de um ano, embora a recuperação no segundo trimestre tenha ficado aquém das expectativas, já que a concorrência no mercado automotivo chinês continuou intensa. Para quem pensa em comprar um carro elétrico ou híbrido, os números mostram que a marca está se consolidando no Brasil, e a produção local tende a trazer mais competitividade nos próximos meses.

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