Economia

Trump aprova acordo nuclear que pode permitir à Arábia Saudita enriquecer urânio

ResumoO presidente dos EUA, Donald Trump, aprovou um acordo nuclear de 30 anos com a Arábia Saudita. O pacto permite ao reino enriquecer urânio para um programa nuclear civil, com participação de empresas americanas e estudo conjunto para construir instalação de enriquecimento. A medida levanta preocupações sobre proliferação nuclear no Oriente Médio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, aprovou um acordo com a Arábia Saudita que pode dar ao reino capacidade de enriquecer urânio para seu programa nuclear civil. O pacto de 30 anos envolve empresas americanas e prevê estudo conjunto para construção de instalação de enriquecimento

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 22 de julho de 2026
Trump aprova acordo nuclear que pode permitir à Arábia Saudita enriquecer urânio

Trump aprova acordo nuclear que pode permitir à Arábia Saudita enriquecer urânio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou um acordo com a Arábia Saudita que pode fornecer ao reino capacidade de enriquecimento de urânio para seu programa nuclear civil, segundo duas pessoas a par do assunto. A expectativa é que o acordo seja divulgado já na quarta-feira, 22.

O pacto deve ter duração de 30 anos e envolve empresas americanas no desenvolvimento do programa nuclear saudita. O acordo pode permitir a construção de uma instalação de enriquecimento de urânio na Arábia Saudita, após a realização de um estudo conjunto entre os dois países.

O que está em jogo no acordo nuclear entre EUA e Arábia Saudita

A medida faz parte dos esforços do governo do republicano para repatriar (reshore) a produção de genéricos para o país. Tanto Trump quanto o ex-presidente Joe Biden tentaram firmar um acordo nuclear com o reino saudita para compartilhar tecnologia americana.

Especialistas em não proliferação alertam que centrífugas em operação na Arábia Saudita poderiam abrir caminho para um possível programa de armamentos. O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman já sugeriu que poderia buscar armas nucleares caso Teerã obtivesse uma bomba atômica.

Por que o Congresso americano pode barrar o acordo

O acordo pode sofrer resistências no Congresso americano. Parlamentares temem que ajudar os sauditas a concretizar o antigo desejo de enriquecer urânio possa desencadear novas rodadas de proliferação nuclear.

Como o enriquecimento de urânio funciona na prática

O urânio precisa ser enriquecido para ser usado como combustível em reatores nucleares civis. Centrífugas giram o gás hexafluoreto de urânio a altíssimas velocidades para separar o isótopo U-235, que é o que sustenta a reação em cadeia.

O mesmo processo, com mais estágios, pode produzir urânio altamente enriquecido (acima de 90% de U-235), que é o material usado em bombas atômicas. Essa dualidade preocupa especialistas em não proliferação.

O que muda para o mercado de energia nuclear

O acordo de 30 anos entre EUA e Arábia Saudita pode reconfigurar o mapa da energia nuclear no Oriente Médio. Empresas americanas terão participação direta no desenvolvimento do programa saudita, o que representa um negócio bilionário.

Ao mesmo tempo, a possibilidade de enriquecimento em solo saudita levanta questões sobre o controle de material sensível. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) teria que monitorar de perto as instalações.

Riscos de proliferação nuclear na região

A rivalidade entre Arábia Saudita e Irã é o pano de fundo geopolítico. Se o reino saudita enriquecer urânio, outros países da região podem querer o mesmo direito, gerando um efeito dominó.

O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman já deixou claro que, se o Irã desenvolver armas nucleares, a Arábia Saudita fará o mesmo. O acordo atual pode ser o primeiro passo nessa direção.

Impactos para o consumidor e o mercado global

Para quem acompanha o setor de energia, a notícia tem implicações concretas. A entrada de um novo player no mercado de urânio enriquecido pode afetar os preços do combustível nuclear, que hoje é dominado por Rússia, França e Estados Unidos.

Além disso, empresas americanas de engenharia nuclear e construção de reatores podem se beneficiar diretamente dos contratos de 30 anos. energia nuclear no Oriente Médio

O que esperar dos próximos passos

O acordo deve ser anunciado na quarta-feira, 22, mas ainda precisa passar pelo crivo do Congresso. Parlamentares podem impor condições para aprovar o compartilhamento de tecnologia nuclear com a Arábia Saudita.

A comunidade internacional também deve acompanhar de perto. A AIEA terá que verificar se o programa saudita permanece estritamente civil, sem desvios para uso militar.

Perguntas Frequentes

O acordo já está valendo?

Ainda não. O presidente Trump aprovou o acordo, mas ele precisa ser divulgado oficialmente e pode enfrentar resistência no Congresso americano.

A Arábia Saudita pode construir bombas nucleares?

Especialistas alertam que centrífugas em operação no reino poderiam abrir caminho para um programa de armamentos, embora o acordo seja para fins civis.

Quanto tempo dura o pacto?

O acordo deve ter duração de 30 anos, segundo fontes a par do assunto.

O que o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman disse sobre armas nucleares?

Ele já sugeriu que poderia buscar armas nucleares caso o Irã obtivesse uma bomba atômica.

Quem tentou firmar acordos nucleares com a Arábia Saudita antes?

Tanto Trump quanto o ex-presidente Joe Biden tentaram firmar um acordo nuclear com o reino saudita para compartilhar tecnologia americana.

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