Rubio diz que EUA querem acordos comerciais com Colômbia, Peru e Equador
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, disse que Washington espera fechar acordos comerciais "bons e sólidos" com Colômbia, Peru e Equador, em viagem que começou nesta terça-feira (8).
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que os Estados Unidos esperam fechar acordos comerciais "bons e sólidos" com Colômbia, Peru e Equador em um futuro próximo. A declaração foi feita nesta terça-feira (8), antes de uma viagem aos três países latino-americanos, cujos líderes estão alinhados ao governo do presidente Donald Trump.
Em conversa com jornalistas na Flórida, Rubio também defendeu o envolvimento dos EUA no setor petrolífero venezuelano. Segundo ele, campos antes controlados por empresas chinesas, russas e iranianas poderiam gerar receita para os venezuelanos por meio de uma parceria com os Estados Unidos, sob um futuro governo democraticamente eleito.
Ainda na terça-feira, Rubio se reuniu com o presidente colombiano Abelardo De La Espriella, em Barranquilla. Na sequência, ele viaja ao Equador para encontro com o presidente Daniel Noboa e, depois, ao Peru, para conversas com a presidente Keiko Fujimori, que tomou posse em 28 de julho.
A visita ocorre em meio a um crescente alinhamento ideológico entre os três países e Washington. "Temos muitos interesses em comum com eles, tanto no combate ao terrorismo criminoso transnacional na região quanto em compromissos econômicos", afirmou Rubio. "Esperamos fechar acordos comerciais bons e sólidos com todos esses três países em um futuro próximo."
Para empresários que operam ou pretendem expandir para a América Latina, o movimento sinaliza possíveis mudanças no ambiente de negócios. Acordos comerciais com Colômbia, Peru e Equador podem reduzir barreiras e facilitar o acesso a esses mercados, o que tende a beneficiar quem exporta ou importa da região.
A viagem de Rubio reforça a aposta do governo Trump em estreitar laços com governos alinhados ideologicamente, um movimento que pode ter efeitos práticos para quem depende do comércio bilateral. O desfecho das negociações, no entanto, ainda depende de avanços concretos nas tratativas.
acordos comerciais e impacto para PMEs
A reportagem é da Reuters, com informações de Simon Lewis, Humeyra Pamuk, Julia Symmes Cobb e Charlie Cordero.