Economia

Preso após tiroteio em Guarulhos recebia R$ 50 mil por remessa

ResumoA Polícia Federal prendeu dois suspeitos de integrar quadrilha de tráfico internacional de cocaína pelo Aeroporto de Guarulhos. Um dos presos recebia R$ 50 mil por remessa enviada à Europa. A operação desarticulou o esquema logístico que utilizava o terminal aéreo para exportar droga.

A Polícia Federal prendeu dois suspeitos de integrar quadrilha que enviava cocaína à Europa pelo Aeroporto de Guarulhos. Um deles recebia R$ 50 mil por remessa. Veja como o esquema foi desarticulado.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 03 de agosto de 2026
Preso após tiroteio em Guarulhos recebia R$ 50 mil por remessa

Preso após tiroteio em Guarulhos recebia R$ 50 mil por remessa de cocaína à Europa

A Polícia Federal prendeu dois suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em embarcar cocaína em aviões com destino à Europa, pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. Um dos supostos envolvidos, o segundo a ser preso, disse à polícia que recebia R$ 50 mil por remessa da droga para o exterior. Ele estava escondido em um lava-rápido e foi localizado inicialmente pela Polícia Militar de São Paulo.

Resposta direta: A Polícia Federal prendeu dois suspeitos de integrar quadrilha que enviava cocaína à Europa pelo Aeroporto de Guarulhos. Um deles recebia R$ 50 mil por remessa. A ação ocorreu após tiroteio perto do Terminal 3, com apreensão de 400 kg de cocaína.

O tiroteio perto do Terminal 3

Na tarde da sexta-feira, 31, um grupo de pessoas armadas trocou tiros com agentes da Polícia Federal nas proximidades do Terminal 3 do aeroporto. Segundo a PF, os criminosos buscavam inserir a droga em uma aeronave que seguiria para a Europa.

As equipes da PF intervieram e frustraram a conduta criminosa, apreendendo o entorpecente. Durante a fuga, os envolvidos fizeram disparos de arma de fogo contra os policiais federais. Ninguém ficou ferido. Um dos suspeitos foi preso pela PF.

Apreensão de 400 kg em malas e caixas

A Polícia Federal apreendeu aproximadamente 400 kg de cocaína, acondicionados em cinco malas já colocadas na aeronave e em outras quatro caixas abandonadas pelos criminosos. O volume impressiona, mas o que chama atenção é a estrutura logística: a droga era escondida em dutos de água e, depois, recolhida por outros integrantes da quadrilha, responsáveis por levá-la para a área restrita e colocá-la nos aviões.

A função do suspeito preso no lava-rápido

Depois da apreensão, as buscas pelos suspeitos prosseguiram com apoio da Polícia Militar paulista. Um deles foi localizado escondido em um cômodo de um lava-rápido, após equipes analisarem imagens de câmeras de segurança e identificarem a caminhonete usada na fuga.

De acordo com o relato feito aos policiais, a função do homem era transportar a cocaína de um bairro de Guarulhos até os arredores do aeroporto. Ele afirmou que recebia R$ 50 mil por cada caixa de cocaína introduzida em aeronaves e disse que, no momento da ação da Polícia Federal, fazia a entrega da droga para os integrantes da quadrilha que a levariam para o interior do aeroporto.

A caminhonete Hilux e a adolescente

Segundo a corporação, imagens de uma câmera de segurança mostraram uma caminhonete Toyota Hilux branca deixando a região do Terminal 3 em alta velocidade. O veículo foi encontrado pouco depois estacionado em um lava-rápido, em Guarulhos.

No local, os policiais abordaram uma adolescente de 17 anos que estava ao lado da caminhonete. Ela contou que acompanhava o tio e indicou que ele estava escondido em um cômodo do estabelecimento. Os policiais localizaram o suspeito no local indicado. Com ele, apreenderam a chave da caminhonete, dois celulares e pouco mais de R$ 1 mil em dinheiro.

Confissão e vídeos no celular

Segundo a PM, o homem confessou a participação no esquema. Ele tinha vídeos armazenados no celular que, segundo ele, registravam operações anteriores de embarque da droga e serviam para comprovar que a carga havia chegado ao destino combinado. Essa prática de registro é comum em esquemas de tráfico, pois garante o pagamento ao transportador.

O homem foi levado à Delegacia da Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, onde teve a prisão em flagrante ratificada pelos crimes de tráfico internacional de drogas e organização criminosa. A adolescente foi ouvida e entregue aos familiares.

Quem paga a conta do tráfico?

A pergunta que fica é: quem paga a conta desse esquema? O R$ 50 mil por remessa revela um custo alto, que é repassado ao preço final da cocaína na Europa. Por trás do número, há uma rede de trabalhadores informais, muitos em situação vulnerável, que arriscam a liberdade por uma fração do lucro. A PF segue com diligências para identificar e localizar todos os envolvidos, bem como esclarecer as circunstâncias da ação criminosa. tráfico internacional de drogas

Perguntas Frequentes

Quem foi preso no tiroteio em Guarulhos?

A Polícia Federal prendeu dois suspeitos de integrar quadrilha que enviava cocaína à Europa. Um deles foi preso após tiroteio perto do Terminal 3; o outro foi localizado escondido em um lava-rápido.

Quanto o suspeito recebia por remessa?

O suspeito afirmou que recebia R$ 50 mil por cada caixa de cocaína introduzida em aeronaves com destino à Europa.

Quanto de cocaína foi apreendido?

Foram apreendidos aproximadamente 400 kg de cocaína, em cinco malas e quatro caixas abandonadas.

Qual era a função do suspeito no esquema?

Ele transportava a cocaína de um bairro de Guarulhos até os arredores do aeroporto, onde entregava a outros integrantes da quadrilha.

O que aconteceu com a adolescente abordada?

A adolescente de 17 anos foi ouvida e entregue aos familiares. Os suspeitos não tiveram as identidades divulgadas, o que impossibilitou o contato com suas defesas.

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