Petróleo Brent sobe quase 5% com tensões no Oriente Médio
Petróleo Brent sobe quase 5% nesta terça-feira (1), após navio-tanque ser atingido no Estreito de Hormuz. EUA atacam Guarda Revolucionária do Irã. Entenda o que mudou nos preços.
O petróleo voltou a subir com força nesta terça-feira (1), depois de já ter fechado em alta de quase 3% na segunda (31). O motivo imediato: um navio-tanque foi atingido por três projéteis de origem desconhecida enquanto atravessava o Estreito de Hormuz, segundo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).
Por volta das 15h41 (horário de Brasília), os contratos futuros do Brent, referência internacional, avançavam 4,75%, para US$ 94,89 por barril. O West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, subia 5,46%, para US$ 90,36 por barril.
Os preços ganharam mais força depois que as Forças Armadas dos EUA informaram o início de ataques a alvos da Guarda Revolucionária no Irã às 13h (horário de Brasília). Em comunicado no X, o Comando Central afirmou que os ataques ocorrem após tentativas recentes da Guarda contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos na região.
O cenário vem escalando desde o fim de semana. Na segunda-feira (31), o Irã atacou duas bases americanas na Jordânia, em retaliação à ofensiva dos EUA contra a Ilha de Larak. No domingo, forças americanas atingiram dois lançadores de foguetes iranianos na ilha, ação que, segundo relatos, matou três pessoas. Washington afirmou que Teerã pretendia lançar foguetes com minas marítimas no Estreito de Ormuz.
Nesta terça, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse, na cúpula da Organização para Cooperação de Xangai, que Teerã responderia imediatamente caso Washington retomasse os compromissos do acordo interino firmado em junho, conforme a agência Iranian Student News Agency (ISNA). Ele acrescentou que o Irã não busca guerra, mas reagirá com firmeza a qualquer ação considerada hostil.
Para quem acompanha o mercado, o movimento de hoje resume o que mudou em 24 horas: o risco de interrupção no transporte de petróleo pelo Estreito de Hormuz deixou de ser hipótese e virou acontecimento concreto. impacto do petróleo na gasolina