Minidólar WDOV26: juros do Fed e política elevam volatilidade
Contratos de minidólar WDOV26 encerraram a sessão em leve queda de 0,10%, aos 5.166 pontos, após o Federal Reserve elevar os juros para 3,75% a 4,00%. O cenário eleitoral e a crise no STF seguem no radar dos traders, que monitoram o diferencial de juros.
Os contratos de minidólar WDOV26, com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (16/09) em queda de 0,10%, aos 5.166 pontos. O dólar à vista fechou praticamente estável, com recuo de 0,05%, a R$ 5,1519, mesmo com a valorização global da moeda após o Federal Reserve elevar os juros para 3,75% a 4,00% e sinalizar novos aumentos.
A decisão do Fed impulsionou os Treasuries e o DXY, que avançava 0,58%. No Brasil, o IBC-Br caiu 0,2% em julho, resultado pior que o esperado, reforçando as expectativas de novos cortes da Selic. O cenário eleitoral e a crise no STF também permaneceram no radar dos investidores.
Para os traders de minidólar, o foco estará na reação do câmbio ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. O comportamento dos Treasuries e do dólar no exterior, além do noticiário político, poderá definir se o contrato ganha força após a decisão mais dura do Fed ou continua próximo da estabilidade. As cotações de R$ 5,1368 e R$ 5,1670, mínima e máxima da sessão, formam referências imediatas.
No gráfico de 15 minutos, o minidólar encerrou a sessão com fluxo negativo e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Apesar da queda discreta, essa configuração exige cautela e deixa o contrato dependente dos próximos rompimentos para definir uma direção mais consistente. Para a baixa ganhar força, é necessária a entrada de volume vendedor suficiente para romper o suporte em 5.155,5/5.145. A perda dessa faixa poderá levar o minidólar até 5.120/5.100 e, posteriormente, à região de 5.082/5.065. No sentido contrário, uma recuperação dependerá da entrada de fluxo comprador e da superação da resistência em 5.180,5/5.202,5. Acima desse intervalo, o contrato poderá buscar 5.224/5.235,5, deixando como objetivo mais longo a região de 5.257,5/5.268.
No gráfico diário, o minidólar recuou levemente e formou um candle do tipo spinning top entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. A formação evidencia equilíbrio de forças e mantém o ativo em uma região de indefinição. Para retomar o movimento de alta, o contrato precisará superar as médias e a resistência em 5.202,5/5.235,5. O rompimento dessa faixa poderá abrir espaço para um avanço em direção a 5.277/5.342. Para dar continuidade ao fluxo de baixa, os suportes acompanhados são 5.145/5.093,5/5.052. A perda dessas referências poderá intensificar a pressão vendedora e levar o contrato inicialmente até 4.980/4.946. O IFR de 14 períodos está em 47,89, em zona neutra e sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
No gráfico de 60 minutos, o minidólar encerrou a última sessão com fluxo negativo e passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, embora ainda permaneça próximo delas. Essa configuração mantém um leve viés vendedor, mas ainda exige confirmação. Para retomar a alta, o ativo deverá superar inicialmente a resistência em 5.182,5/5.202,5. Acima desse intervalo, o fluxo comprador poderá ganhar intensidade e levar o contrato até 5.224/5.257,5. Caso o movimento prossiga, os objetivos seguintes estarão em 5.277 e, no cenário mais longo, em 5.307. Para prolongar a queda, os suportes iniciais são 5.145/5.093,5. Se a pressão vendedora levar o contrato também abaixo de 5.065, o movimento poderá ganhar força em direção a 5.050/4.998, com alvos mais longos situados em 4.967/4.946.
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