Economia

Mauro Vieira: Milei fez interferência "grave" e "inaceitável" no Brasil

ResumoO ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou como interferência "grave" e "inaceitável" as declarações do presidente argentino Javier Milei em assuntos internos do Brasil. A declaração de Vieira elevou o tom da reação brasileira, marcando um momento de tensão diplomática entre os dois países.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, elevou o tom da reação brasileira às declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, classificando-as como interferência "grave" e "inaceitável" em assuntos internos do Brasil.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 27 de julho de 2026
Mauro Vieira: Milei fez interferência "grave" e "inaceitável" no Brasil

Mauro Vieira: Milei fez interferência "grave" e "inaceitável" no Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, elevou o tom da reação brasileira às declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, durante a convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Em entrevista à TV Globo, exibida no domingo (26), o chanceler classificou o discurso como uma interferência em assuntos internos do Brasil e afirmou que o governo argentino precisará prestar esclarecimentos.

"As declarações do presidente da Argentina foram muito graves e foram muito mal recebidas. Essas declarações foram críticas e de uma forma muito agressiva ao governo brasileiro, ao povo brasileiro, às instituições, ao Executivo, ao Legislativo e ao próprio presidente da República. Foi uma interferência em assuntos domésticos, em assuntos nacionais", disse Vieira.

A fala do ministro ocorre um dia após Milei participar do evento do PL, em São Paulo, onde chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "presidiário" e se referiu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como "lixo careca".

O que o Itamaraty fez após as declarações

No domingo, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para transmitir o repúdio do governo brasileiro às declarações do presidente argentino e solicitar esclarecimentos sobre o episódio. Ao mesmo tempo, o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi chamado a Brasília para relatar a situação das relações bilaterais após a escalada da crise diplomática.

Como o Brasil pretende responder

Segundo Mauro Vieira, a resposta brasileira será conduzida pelos canais diplomáticos, mas o episódio exige uma posição formal do governo argentino. "Nós precisamos de explicações do governo argentino: por que o presidente da Argentina veio ao território brasileiro fazer esse tipo de manifestação e de declarações ríspidas, grosseiras e inaceitáveis?", afirmou.

Apesar da crise, diálogo segue como prioridade

Apesar da gravidade atribuída ao episódio, o chanceler disse que o objetivo do governo é preservar o diálogo entre os dois países. "Todo o episódio é extremamente grave e inaceitável. Mas nós temos que trabalhar pelo entendimento entre as nações, e a diplomacia é feita disso, de conversas", declarou.

Perguntas Frequentes

O que Mauro Vieira disse sobre Milei?

O ministro classificou as declarações de Milei como interferência "grave" e "inaceitável" em assuntos internos do Brasil.

O que Milei disse no evento do PL?

Milei chamou Lula de "presidiário" e se referiu ao ministro Alexandre de Moraes como "lixo careca".

O que o Itamaraty fez?

Convocou o embaixador argentino Daniel Raimondi para repúdio e solicitou esclarecimentos; o embaixador brasileiro Julio Bitelli foi chamado a Brasília.

A Argentina vai recuar?

Fontes da Casa Rosada dizem ao La Nación que Argentina não pretende recuar após os ataques.

O que o Brasil espera da Argentina?

O governo brasileiro exige explicações formais sobre por que Milei fez declarações agressivas em território brasileiro.

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