Economia

Confiança do consumidor no Brasil cai em julho; percepção sobre o presente piora

ResumoA confiança do consumidor no Brasil recuou em julho pelo terceiro mês consecutivo, atingindo o menor nível em quatro meses. A percepção sobre o presente piorou, especialmente no orçamento familiar, conforme dados da FGV. O índice reflete deterioração nas condições econômicas imediatas dos consumidores brasileiros.

A confiança dos consumidores brasileiros recuou pelo terceiro mês consecutivo em julho, atingindo o menor nível em quatro meses. A piora na percepção sobre o presente, especialmente no orçamento familiar, puxou o índice para baixo, segundo a FGV.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 27 de julho de 2026
Confiança do consumidor no Brasil cai em julho; percepção sobre o presente piora

Confiança do consumidor no Brasil cai em julho; percepção sobre o presente piora

A confiança dos consumidores brasileiros recuou pelo terceiro mês consecutivo em julho e chegou ao menor nível em quatro meses. A piora na percepção sobre o presente, especialmente no orçamento das famílias, foi o principal motivo, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados nesta segunda-feira (27).

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV teve queda de 0,4 ponto no mês, indo a 88,3 pontos, menor nível desde março. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 2,6 pontos, para 84,4 pontos, com piora principalmente da percepção sobre o orçamento financeiro das famílias.

"Entre as faixas de renda, os consumidores de menor renda tiveram maior participação na queda do indicador agregado", explicou Anna Carolina Gouveia, economista do FGV/Ibre.

Já o Índice de Expectativas (IE) subiu 1,1 ponto, para 91,5 pontos, após dois meses de quedas. Gouveia destacou que, até o mês passado, a piora da confiança se dava pela deterioração das expectativas futuras, enquanto a percepção sobre o presente seguia em melhora.

"Embora ainda possa refletir uma calibragem dos resultados anteriores, a virada de chave observada neste mês pode sinalizar que o pessimismo em relação ao futuro começa a influenciar a avaliação atual dos consumidores, especialmente de sua situação financeira", disse ela.

"O alto endividamento e inadimplência das famílias, junto a um contexto de juros fortemente restritivo, segue sendo o principal ponto de pressão do orçamento do consumidor, influenciando sua percepção sobre a economia", completou Gouveia.

A taxa básica de juros está atualmente em 14,25% ao ano e o Banco Central volta a se reunir na próxima semana para decidir sobre a política monetária.

Perguntas Frequentes

O que é o Índice de Confiança do Consumidor (ICC)?

É um indicador da FGV que mede a percepção dos consumidores sobre a economia atual e futura. Em julho, o ICC caiu para 88,3 pontos.

Por que a confiança do consumidor caiu em julho?

A queda foi puxada pela piora na percepção sobre o presente, especialmente no orçamento das famílias, com destaque para consumidores de menor renda.

O que é o Índice de Situação Atual (ISA)?

É o subíndice do ICC que mede a percepção sobre a economia no momento presente. Em julho, recuou 2,6 pontos, para 84,4.

O Índice de Expectativas também caiu?

Não. O IE subiu 1,1 ponto, para 91,5, após dois meses de quedas, sinalizando que as expectativas futuras melhoraram levemente.

Qual a relação entre juros e confiança do consumidor?

A economista Anna Carolina Gouveia aponta que o alto endividamento das famílias e os juros restritivos (Selic a 14,25% ao ano) pressionam o orçamento e afetam a percepção sobre a economia.

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