Economia

Mansão mais cara do país vira condomínio de luxo com 3 unidades

ResumoA Mansão Estância Pernambuco, no Leblon, foi convertida em condomínio de luxo após demolição parcial. O empreendimento oferece 10 casas de alto padrão, com 3 unidades restantes à venda. A propriedade, anunciada originalmente por R$ 220 milhões, agora divide o terreno em residências exclusivas. O projeto mantém o padrão de sofisticação do bairro carioca.

A mansão anunciada por R$ 220 milhões, no Leblon, está sendo demolida para dar lugar ao condomínio Estância Pernambuco. Restam 3 das 10 casas de alto padrão à venda.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 04 de setembro de 2026
Mansão mais cara do país vira condomínio de luxo com 3 unidades

A mansão que ficou conhecida como a mais cara do Brasil começou a desaparecer da paisagem do Jardim Pernambuco, no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro. Anunciada por R$ 220 milhões, a propriedade dará lugar a um condomínio de luxo com apenas dez casas de alto padrão, das quais sete já foram vendidas. Restam três unidades sobrando.

O novo empreendimento, batizado de Estância Pernambuco, é tocado pela incorporadora Mozak, que comprou o terreno de 11,5 mil m² após seis anos de negociações com os antigos donos. Os lotes terão entre 900 m² e 1.800 m², dimensões raras na região.

As sete residências já negociadas custaram entre R$ 24 milhões e R$ 42 milhões, segundo a incorporadora. O Valor Geral de Vendas (VGV) do projeto se aproxima de R$ 360 milhões. Os compradores são brasileiros, na maioria cariocas, e incluem empresários do mercado financeiro, advogados, bilionários que construíram os próprios negócios e nomes ligados ao agronegócio. A Mozak não revelou as identidades.

Os novos donos poderão personalizar as casas, que manterão uma linguagem arquitetônica comum. Assinado pela Bernardes Arquitetura, o projeto prevê piscina e sauna em cada residência, além de vistas para o mar do Leblon, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Cristo Redentor. O condomínio terá ainda cerca de 8 mil m² de trilhas, mirantes e bosques, e outros 2,5 mil m² de áreas de lazer. A entrega está prevista para o segundo semestre de 2028.

Construída em 1986 pela família Amaral, antiga proprietária da rede de supermercados Disco, a mansão tinha cerca de 2,5 mil m² de área construída. Eram seis suítes, 18 banheiros, piscina semiolímpica, biblioteca, sauna, elevador, estúdio, heliponto e 15 vagas de garagem.

Antes da chegada das máquinas, os antigos proprietários passaram cerca de quatro meses desmontando parte da casa. Retiraram móveis, obras de arte, mais de 70 janelas, pisos e equipamentos do sistema de refrigeração. Cerca de 1.600 itens da propriedade seguiram para leilão, entre portas, janelas, louças, luminárias e corrimãos. Um portão tem lance inicial de R$ 30 mil; um conjunto de portas e janelas parte de R$ 8 mil. Entre os itens mais baratos está um armário de banheiro, oferecido a partir de R$ 100. A lista inclui madeira de ipê do telhado, cerca de mil m² de piso de peroba-do-campo, telhas de ardósia e partes de uma casa de bonecas que reproduzia a mansão.

A demolição começou nesta semana e deve durar cerca de 90 dias. Para quem acompanha o mercado imobiliário de alto padrão, o caso mostra como um ativo residencial histórico pode se transformar em produto de luxo com escala, mantendo a exclusividade pelo número reduzido de unidades.

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