Economia

Bolsas da Europa fecham em queda após payroll forte

ResumoAs bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta sexta-feira, 4, após o payroll dos Estados Unidos superar as expectativas. O relatório de empregos norte-americano forte pressionou os índices regionais, que também refletiram dados mistos da economia europeia. O movimento negativo predominou nos principais mercados, com perdas generalizadas entre os setores.

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta sexta-feira, 4, pressionadas pelo payroll dos Estados Unidos mais forte que o esperado e por dados mistos da economia regional. Veja o desempenho dos principais índices.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 04 de setembro de 2026
Bolsas da Europa fecham em queda após payroll forte

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta sexta-feira, 4, pressionadas pelo payroll dos Estados Unidos, que veio bem mais forte que o esperado, e por sinais mistos da economia regional. Enquanto o varejo da zona do euro decepcionou, as encomendas à indústria alemã surpreenderam positivamente, em meio à cautela com juros e aos preços elevados de energia.

Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, fechou estável, a 10.831,09 pontos. O DAX, de Frankfurt, subiu 0,17%, a 26.048,38 pontos. O CAC 40, de Paris, recuou 0,09%, a 8.278,77 pontos. O FTSE MIB, de Milão, cedeu 0,28%, a 52.100,43 pontos. O Ibex 35, de Madri, subiu 0,25%, a 20.050,60 pontos. O PSI 20, de Lisboa, recuou 0,14%, a 9.388,77 pontos. As cotações são preliminares.

O payroll mais alto que o esperado também pressiona as bolsas dos EUA, que operam em queda. Na Europa, o BNP Paribas avalia que a persistência do conflito no Oriente Médio, a pressão dos preços de energia e a resiliência da atividade reforçam o argumento por uma alta de 25 pontos-base pelo Banco Central Europeu (BCE) na semana que vem.

Em Frankfurt, a Volkswagen saltou quase 6%, ajudando o DAX, após o conselho de supervisão aprovar um plano para dobrar os cortes de empregos, a 100 mil, e reduzir pela metade o portfólio de modelos. Analistas do Deutsche Bank chamaram a decisão de "grande surpresa" e avanço importante na reestruturação, embora tenham alertado que a execução segue crucial.

Em Milão, os bancos operaram no vermelho na maior parte do pregão. O Banco BPM caiu 1,3% e a Banca Mediolanum recuou 0,63%. Intesa Sanpaolo (-0,04%) e Mediobanca (+0,2%) ensaiaram recuperação no fim da sessão. Em Paris, Dassault Systèmes (-0,4%) e TotalEnergies (-2,4%) recuaram, enquanto a Legrand avançou cerca de 3,3%. Em Londres, a Experian caiu perto de 4,5%.

As mineradoras Anglo American (-0,12%) e Rio Tinto (+0,45%), que aprofundaram queda logo após a divulgação do payroll, que pressionou a cotação de metais, conseguiram se recuperar, ao menos parcialmente, no restante das negociações mercado de ações europeu.

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