Economia

Lula fala em crise no Judiciário e pede fim de sigilo do Caso Master

ResumoLula, presidente do Brasil, declarou existir crise no Judiciário e solicitou o fim do sigilo nas investigações do Caso Master. A manifestação ocorreu após decisões do ministro André Mendonça e reuniões no Palácio do Planalto. A declaração pública reforça o pedido de transparência processual em meio a tensões institucionais recentes.

Em meio à crise no Judiciário, Lula pediu o fim do sigilo das investigações do Caso Master. A declaração ocorre após decisões de Mendonça e reuniões no Planalto.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 10 de setembro de 2026
Lula fala em crise no Judiciário e pede fim de sigilo do Caso Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu, nesta quarta-feira, uma crise no Poder Judiciário e pediu o fim do sigilo de todas as investigações envolvendo o banco Master. A manifestação marca a posição que o governo passa a adotar diante de um problema para o qual foi arrastado por decisões do ministro André Mendonça, segundo fontes palacianas ouvidas pela Reuters.

"Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral", escreveu Lula na rede social X. "Por isso, é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade."

Esta foi a primeira manifestação direta do presidente sobre o caso depois que Mendonça decidiu afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência da PF, Leandro Almada, por supostos monitoramentos ilegais. A decisão foi revertida por Flávio Dino e, depois, pelo presidente do STF, Edson Fachin.

Na terça-feira, após reuniões com assessores do Planalto e da campanha, Lula concluiu que a crise aguda na Suprema Corte afetaria o governo e sua campanha à reeleição. O Planalto foi cobrado por ministros do STF pela falta de interlocução confiável, o que levou o presidente a entrar diretamente nas conversas.

De acordo com as fontes, há desconfiança com os interlocutores naturais do governo. O advogado-geral da União, Jorge Messias, é visto como parte do problema pela proximidade com Mendonça. Já o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, é considerado "tímido" e sem a confiança do presidente para essa função.

As decisões de Fachin nesta quarta são vistas como o caminho correto. Ele cassou as liminares de Mendonça e Dino, devolveu Rodrigues à direção da PF, tirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news e suspendeu investigações que envolvam ministros do STF. Ministros analisarão no dia 15 a validade do relatório da PF e o pedido da PGR para anular a apuração.

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