Lula sanciona fim da taxa das blusinhas nesta quinta
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta quinta-feira a medida provisória que põe fim à taxa das blusinhas, a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A cerimônia ocorre no Palácio do Planalto, às 11h.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta quinta-feira a medida provisória (MP) que põe fim à "taxa das blusinhas", a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A cerimônia será no Palácio do Planalto, às 11h.
A MP foi aprovada no Congresso Nacional na semana passada. O fim da cobrança é uma das bandeiras eleitorais que o presidente pretende usar na campanha à reeleição.
A gente sabe que, no universo das compras internacionais, a tecnologia por trás da tributação é o que menos aparece e o que mais pesa no bolso. O termo "taxa das blusinhas" se refere ao Imposto de Importação de 20% sobre compras de até US$ 50. Antes, na prática, a taxa estava zerada. Para compras acima desse valor, segue valendo o imposto de 60%.
O fim da cobrança acontece em um contexto de pressão sobre o custo de vida e de tentativa do Palácio do Planalto de melhorar a percepção de renda da população. O tema dividiu o Planalto em 2025, colocando de um lado o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que temia desgaste junto ao setor produtivo, e do outro o ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), que via na retirada da taxa uma forma de acenar ao eleitorado.
Diante da avaliação de que a cobrança prejudicava eleitoralmente Lula, a medida foi revertida neste ano, com a edição da MP. O tema voltou na semana passada, às vésperas de perder a validade, após encontro entre Lula e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara na semana anterior, em um movimento de reaproximação política com interesses eleitorais no pano de fundo.
A proposta é considerada um ativo eleitoral pelo petista, que é candidato à reeleição. O principal receio para a redução da taxa das blusinhas é a reação do varejo doméstico, que passou a defender a tributação como forma de equilibrar a concorrência com plataformas estrangeiras. entenda o imposto de importação sobre compras internacionais
Para quem acompanha o setor, a sanção desta quinta-feira encerra um capítulo, mas não a disputa: o varejo doméstico segue pressionando, e o cenário eleitoral deve manter o tema vivo. A gente separa a tecnologia da promessa e do hype, porque entender o que está por trás da cobrança é o que protege o consumidor de decisões tomadas apenas com base no discurso.