Economia

Lula diz que País não aceita político vira-lata

ResumoLula declarou em comício em Ceilândia (DF) que o País não aceita político vira-lata e acusou Eduardo Bolsonaro de tentar envolver Trump nas eleições brasileiras. O presidente afirmou que se encontrará com o americano na próxima terça-feira, 22.

Em comício em Ceilândia (DF), Lula afirmou que o País não aceita político vira-lata e acusou Eduardo Bolsonaro de tentar envolver Trump nas eleições. O presidente disse que se encontra com o americano na próxima terça, 22.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 17 de setembro de 2026
Lula diz que País não aceita político vira-lata

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou em comício em Ceilândia (DF), na noite desta quarta-feira, 16, que o País não aceita políticos que agem como vira-latas. Na mesma fala, acusou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de estar nos Estados Unidos para tentar fazer com que o presidente americano, Donald Trump, interfira nas eleições brasileiras.

Em comício em Ceilândia (DF), Lula disse que o País não aceita político vira-lata e acusou Eduardo Bolsonaro de tentar fazer Trump interferir nas eleições. O presidente afirmou que se encontra com o americano na ONU, na terça, 22.

A acusação foi feita sem apresentação de provas. Segundo o presidente, Eduardo estaria atuando a mando do principal opositor dele, o senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.

"Esse País não comporta político vira-lata. Esse País não comporta político que, de dia, mostra a bandeira nacional e, de noite, vai ficar de quatro para os Estados Unidos com a bandeira americana", disse Lula durante o comício.

O encontro com Trump na ONU

Lula afirmou que irá se encontrar com Trump na próxima terça-feira, 22, na reunião da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Na ocasião, disse que falará ao americano para não interferir nas eleições do Brasil.

A declaração ocorre em um momento de atenção do mercado a sinais de política externa e de relação com os Estados Unidos. Na mesma data, noticiários econômicos registraram recuo do petróleo, que ajudou a aliviar pressões inflacionárias, enquanto investidores avaliavam os próximos passos do Fed. A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) foi em linha com o esperado pelo mercado.

Críticas a Flávio e à chapa bolsonarista no DF

Durante o comício, Lula também atacou Flávio, afirmando que ele representa um grupo político que defende a privatização de praias. O presidente disparou ainda contra a chapa bolsonarista ao Senado pelo DF, formada pela deputada federal Bia Kicis (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). "Uma escolheu o irmão e a outra o filho de suplente", afirmou.

A fala sobre a chapa do DF e a acusação contra Eduardo ocorrem a seis dias do encontro previsto com Trump na ONU, na terça, 22. O comício em Ceilândia foi o palco escolhido para o presidente concentrar os ataques ao campo bolsonarista e sinalizar que levará o tema da interferência estrangeira à tribuna da Assembleia-Geral.

Leia também

Publicidade