Irã ameaça atacar ativos dos EUA e empresas de petróleo no Golfo
O Irã ameaçou retaliar novos ataques dos EUA a seus ativos, alertando que a cadeia de produção de energia no Golfo está exposta, incluindo empresas americanas de petróleo e gás na região.
O Irã ameaçou retaliar contra quaisquer novos ataques dos Estados Unidos a seus ativos, alertando que a cadeia de produção de energia no Golfo é "extensa, acessível e exposta" e que as empresas norte-americanas de petróleo e gás na região compartilham dessa exposição. A declaração foi feita pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, nesta segunda-feira, após ataques norte-americanos e iranianos a navios no fim de semana, que levaram os preços do petróleo a atingirem os maiores níveis em seis semanas.
"Ataquem nossos ativos e vocês serão atacados", escreveu Qalibaf, principal negociador do Irã, no X. Ele também citou ataques iranianos a bases militares dos EUA na região ao longo do conflito: "Perguntem às bases que não são mais viáveis". A fala parece ser resposta ao aviso do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, de que a frota de petroleiros do Irã estava "indefesa".
No domingo, a autoridade de alto escalão de segurança iraniana Mohsen Rezaei afirmou que o Irã anunciará planos para uma nova zona restrita no Golfo Pérsico nos próximos dias e que aprovará em breve mapas de um novo corredor de navegação pelo Estreito de Ormuz. A zona teria início no ponto onde começa o bloqueio naval dos EUA ao Irã, e qualquer navio que entrar nela será incluído em uma lista de sanções iranianas.
"Só nos comprometeremos a manter o Estreito de Ormuz aberto quando eles (os norte-americanos) pararem com a sabotagem, as ameaças e os ataques ao Irã", disse Rezaei. O Irã vem restringindo o tráfego pelo estreito, rota vital para o abastecimento global de petróleo e gás, desde que a guerra com os Estados Unidos começou, com ataques dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro.
A escalada acende alerta para o mercado de energia: qualquer interrupção mais severa no Estreito de Ormuz pode pressionar ainda mais os preços do petróleo, que já subiram com os ataques do fim de semana. Para quem acompanha o noticiário, a pergunta é até onde Irã e EUA vão levar essa troca de ameaças, e qual o impacto real sobre o abastecimento global.