Economia

Flávio volta a defender mulher como vice e cita Daniella Marques entre outras opções

ResumoFlávio Bolsonaro defendeu novamente a escolha de uma mulher como vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro. Daniella Marques, ex-secretária, foi citada entre as opções. A declaração reacendeu o debate sobre representatividade feminina e estratégia eleitoral para a candidatura bolsonarista.

Flávio Bolsonaro voltou a defender a escolha de uma mulher como vice-presidente na chapa encabeçada pelo pai, Jair Bolsonaro. Ele citou a ex-secretária Daniella Marques entre as opções, reacendendo o debate sobre representatividade e estratégia eleitoral.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 17 de julho de 2026
Flávio volta a defender mulher como vice e cita Daniella Marques entre outras opções

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender publicamente que a chapa presidencial encabeçada pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), tenha uma mulher como vice. Em entrevista, ele citou a ex-secretária Daniella Marques como uma das opções, ao lado de outros nomes femininos. A declaração reacende o debate sobre a estratégia eleitoral do PL para 2026 e o peso do voto feminino na disputa.

Flávio Bolsonaro voltou a defender mulher como vice e cita Daniella Marques entre outras opções. A fala ocorre em meio à articulação do PL para fechar a chapa presidencial, com Jair Bolsonaro como cabeça e a necessidade de equilibrar gênero e representação regional. A escolha de uma vice mulher é vista por analistas como uma tentativa de reduzir a rejeição entre o eleitorado feminino.

Por que Flávio Bolsonaro defende uma vice mulher

Flávio argumenta que a presença de uma mulher na vice-presidência fortalece a chapa e dialoga com um eleitorado que, segundo pesquisas, rejeita Jair Bolsonaro em maior proporção. Dados do Datafolha de 2024 indicavam que a rejeição ao ex-presidente entre mulheres chegava a 60%. "A mulher tem um papel fundamental na política. Precisamos de mais representatividade", disse o senador em entrevista.

O peso do voto feminino nas eleições

O voto feminino representa 53% do eleitorado brasileiro (TSE, eleitorado por gênero, mai/2026). Em 2022, Jair Bolsonaro teve 43% dos votos das mulheres no segundo turno, contra 57% de Lula (Datafolha, 2º turno 2022). A diferença motivou o PL a buscar uma vice que possa atrair esse segmento.

Daniella Marques: quem é a ex-secretária

Daniella Marques foi secretária de Produtividade e Comércio Exterior do Ministério da Economia durante o governo Bolsonaro. Formada em economia, ela atuou na formulação de políticas de crédito e desburocratização. Em 2022, foi cotada para o Ministério do Trabalho, mas não assumiu. A trajetória dela é marcada pela defesa de reformas pró-mercado e pela atuação em cargos técnicos.

Outras opções de vice citadas

Além de Daniella Marques, Flávio mencionou outros nomes femininos, como a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e a ex-ministra Damares Alves (Republicanos). A lista reflete a busca por uma figura com capilaridade em diferentes bases: economia, direito e assistência social. A escolha final, porém, depende de Jair Bolsonaro e da cúpula do PL.

O contexto político da declaração

A fala de Flávio ocorre em um momento de definição de alianças para 2026. O PL tenta consolidar apoios no Centrão e em partidos de direita. A indicação de uma vice mulher também visa neutralizar críticas sobre a baixa presença feminina em cargos de comando durante o governo Bolsonaro. Em 2022, a chapa tinha o general Braga Netto como vice, homem e militar.

Repercussão entre aliados e oposição

Aliados veem com bons olhos a abertura para uma vice mulher, mas ponderam que o nome precisa ter densidade eleitoral. A oposição, por sua vez, critica a movimentação como "tática eleitoreira" e lembra que o governo Bolsonaro não priorizou pautas femininas. A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) afirmou: "Não basta colocar uma mulher na chapa. É preciso ter políticas para mulheres."

Estratégia para atrair o eleitorado feminino

Pesquisas internas do PL mostram que a rejeição a Jair Bolsonaro entre mulheres é o principal obstáculo para uma vitória no primeiro turno. A escolha de uma vice mulher poderia reduzir essa rejeição em até 5 pontos percentuais, segundo fontes do partido. O movimento se alinha a uma tendência global de chapas com diversidade de gênero.

Exemplos internacionais

Nos Estados Unidos, Kamala Harris foi a primeira mulher vice-presidente, em 2020. No Brasil, a única vice-presidente mulher foi a senadora Roseana Sarney, que assumiu interinamente em 1995. A experiência internacional sugere que a presença feminina na chapa pode ampliar o apoio entre eleitoras, mas não é garantia de vitória.

Perguntas Frequentes

Flávio Bolsonaro defende mulher como vice?

Sim. Flávio Bolsonaro voltou a defender publicamente que a chapa presidencial do PL tenha uma mulher como vice-presidente.

Quem é Daniella Marques?

Daniella Marques foi secretária de Produtividade e Comércio Exterior do Ministério da Economia no governo Bolsonaro, formada em economia.

Quais outras opções de vice foram citadas?

Foram citadas a deputada Bia Kicis (PL-DF) e a ex-ministra Damares Alves (Republicanos), entre outras.

Por que a escolha de uma vice mulher é importante?

Para reduzir a rejeição de Jair Bolsonaro entre o eleitorado feminino, que representa a maioria dos votos.

Quando a chapa será definida?

A definição deve ocorrer até o final de 2026, durante a convenção do PL.

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