El Niño: navio paga recorde de R$ 27 mi no Canal do Panamá
Um navio pagou R$ 27 milhões para antecipar a travessia no Canal do Panamá, que reduzirá o tráfego por causa do El Niño. A partir de 3 de setembro, o número de trânsitos diários cairá de 36 para 34, e depois para 32.
Um navio com gás liquefeito de petróleo pagou US$ 5,3 milhões (R$ 27 milhões) para antecipar sua passagem pelo Canal do Panamá, que em uma semana vai reduzir o nível de tráfego devido ao fenômeno El Niño. O canal, por onde trafegam 5% do comércio marítimo mundial, reduzirá a partir de 3 de setembro o número de trânsitos diários de 36 para 34 navios. Doze dias depois, o número será reduzido para 32, para economizar água, devido ao baixo nível dos lagos que abastecem a via.
O local funciona com água da chuva armazenada nos lagos artificiais de Gatún e Alhajuela, cujo nível diminuiu devido aos efeitos adversos do El Niño. A administradora designada do canal, Ilya Espino de Marotta, confirmou à AFP que um navio pagou US$ 5,3 milhões para cruzar a rota, mas não revelou detalhes sobre a embarcação.
Recorde e leilões
A agência Bloomberg informou que a empresa sul-coreana SK Gas efetuou o pagamento para que o navio G. Spirit atravesse o canal em 1º de setembro, dois dias antes do início das restrições. "Tivemos três leilões um pouquinho elevados ultimamente", disse Espino de Marotta, confirmando que o valor pago "é a maior quantia" até o momento.
Nove em cada dez travessias pelo canal são programadas por reservas. As vagas restantes ou os trânsitos modificados por alguma contingência de última hora são leiloados. O recorde reflete o custo real da seca para o comércio global, com empresas dispostas a pagar caro para não atrasar suas entregas.