BNDES aprova R$ 25 mi para fornecedora do SUS em Goiânia
O BNDES aprovou R$ 25 milhões para a Scitech Produtos Médico, fabricante de dispositivos médicos em Aparecida de Goiânia, dentro do programa Fornecedores SUS. Recursos ampliam liquidez da empresa, que já contratou R$ 20 mi em 2025.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 25 milhões para a Scitech Produtos Médico, fabricante de dispositivos médicos instalada em Aparecida de Goiânia, em Goiás. Segundo o banco, os recursos fazem parte do programa BNDES Fornecedores SUS e serão destinados ao fornecimento de equipamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de aumentar a liquidez da empresa.
A Scitech produz dispositivos usados em cardiologia intervencionista, endovascular periférico, endocirurgia e endoscopia. Entre os itens fabricados estão stents coronários e vasculares, cateteres, partículas de embolização e acessórios de uso médico.
O financiamento dá continuidade ao vínculo da empresa com o programa, que condiciona a concessão do crédito à realização de vendas ao SUS em valor correspondente aos recursos liberados. Em 2025, conforme o banco, a Scitech contratou R$ 20 milhões e comprovou vendas ao SUS superiores ao valor do crédito.
"O financiamento aprovado pelo BNDES fortalece a plataforma produtiva de dispositivos médicos nacional, contribuindo para melhorar o atendimento à saúde da população no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS)", disse em nota o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
A Scitech é uma empresa brasileira que iniciou sua produção industrial em 2003 e hoje emprega mais de 300 pessoas no Brasil. Além disso, tem atuação direta em cinco países e distribuidores em outros 45.
Análise
O modelo do BNDES Fornecedores SUS vincula crédito a vendas efetivas ao sistema público, o que reduz o risco de desvio de finalidade. Para a Scitech, a nova linha reforça o caixa em um setor onde o prazo de pagamento do SUS costuma pressionar o capital de giro. O histórico de 2025, com R$ 20 milhões contratados e vendas comprovadas acima do valor, sugere que a empresa consegue converter o crédito em receita. O desafio, agora, é manter o ritmo de entregas para renovar o acesso ao programa em próximos ciclos.