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Correios formalizam empréstimo de R$ 7 bi com bancos privados

ResumoCorreios formalizaram proposta de empréstimo de R$ 7 bilhões junto a bancos privados, com aval do Tesouro Nacional. A estatal confirmou que as negociações estão em andamento e que os detalhes da operação só serão divulgados após sua conclusão.

Os Correios formalizaram proposta de novo empréstimo de R$ 7 bilhões junto a bancos privados, com aval do Tesouro Nacional. A estatal confirmou negociações em andamento e disse que detalhes só saem após a conclusão da operação.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 10 de setembro de 2026
Correios formalizam empréstimo de R$ 7 bi com bancos privados

Os Correios formalizaram um novo pedido de empréstimo junto a bancos privados, no valor de R$ 7 bilhões. A operação ainda depende de aval do Tesouro Nacional, que será o fiador do financiamento. A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão.

Procurada, a estatal confirmou que há negociações em andamento, mas afirmou que os detalhes só serão divulgados após a conclusão da operação.

"As condições financeiras da operação ainda estão em tratativas com as instituições envolvidas e, neste momento, não podem ser detalhadas. As informações oficiais serão divulgadas pela empresa oportunamente, após a conclusão das tratativas", disse a empresa.

Aqui a gente separa o que é fato do que é promessa. O pedido existe, o aval do Tesouro é condição, e o valor está colocado. O que ainda não está definido é o custo final para a estatal.

O que já foi contratado em dezembro de 2025

Não é a primeira vez que os Correios recorrem ao mercado financeiro em busca de fôlego. Em dezembro de 2025, a estatal tomou um empréstimo de R$ 12 bilhões com Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, também com aval do Tesouro, para sustentar seu plano de recuperação.

O novo pedido de R$ 7 bilhões se soma a esse movimento. Além desses recursos, o governo federal reservou R$ 6 bilhões no Orçamento de 2027 para aportar na estatal.

Os números do prejuízo

Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 30,36% ante o resultado negativo de R$ 4,26 bilhões de igual período de 2025.

No segundo trimestre, o prejuízo líquido foi de R$ 2,39 bilhões, queda de 5,5% em relação ao prejuízo de R$ 2,53 bilhões registrado no mesmo período de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, quando o prejuízo foi de R$ 3,16 bilhões, houve redução de 24,4%.

Em 2025, os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões, mais do que o triplo do resultado negativo de R$ 2,6 bilhões registrado em 2024.

"Embora os números indiquem avanços, os desafios permanecem. O desempenho da empresa ainda é impactado pela redução de receitas, pelas despesas financeiras, e pelas contingências judiciais. Por isso, a execução disciplinada das ações de recuperação sustentável de receitas, eficiência operacional e de modernização do modelo de negócios continua sendo fundamental para preservar a qualidade e a abrangência dos serviços prestados pelos Correios em todo o País", afirmou a empresa em nota.

PDV e venda de imóveis: as apostas para cortar custos

A estatal abriu um novo plano de desligamento voluntário (PDV) este ano para tentar reduzir o quadro de funcionários. Os benefícios aos empregados que aceitarem a demissão variam de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil, pagos em parcela única, sem incidência de impostos.

Desde 2017, a empresa já abriu três PDVs, com a adesão de 7.254 funcionários. O número, contudo, é muito abaixo das metas estipuladas pela própria empresa.

Outra frente é a venda de imóveis. Nos últimos meses, foram alienadas mais de 30 unidades, de terrenos a pontos comerciais e prédios históricos, levantando R$ 387 milhões. A meta é chegar a R$ 1,5 bilhão no acumulado do ano.

Os Correios detêm 2,3 mil imóveis espalhados pelo País, mas muitos estavam sem uso, incluindo alguns em situação deteriorada, o que motivou a iniciativa de se desfazer deles. Do total de vendas realizado até aqui, R$ 207 milhões ocorreram via leilões, enquanto R$ 180 milhões se deram via vendas diretas para o setor público.

A desconfiança que persiste

Especialistas ainda veem o projeto com desconfiança. A estatal enfrenta forte concorrência de empresas estrangeiras, que ganharam mercado no comércio digital e fazem as próprias entregas.

O novo empréstimo, portanto, não resolve o problema estrutural: ele dá tempo. E tempo, em uma estatal que acumula prejuízos bilionários, é exatamente o que o plano de recuperação precisa para mostrar resultado.

A operação com os bancos privados ainda não tem data para ser concluída. Até lá, o que existe é um pedido formalizado, um aval pendente do Tesouro e uma estatal tentando equilibrar as contas.

Perguntas Frequentes

Qual o valor do novo empréstimo dos Correios?

O valor formalizado é de R$ 7 bilhões, junto a bancos privados.

Quem será o fiador da operação?

O Tesouro Nacional será o fiador do empréstimo.

Os Correios já pegaram empréstimo antes?

Sim. Em dezembro de 2025, a estatal tomou R$ 12 bilhões com Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, também com aval do Tesouro.

Qual foi o prejuízo dos Correios em 2026?

No primeiro semestre de 2026, o prejuízo líquido foi de R$ 5,55 bilhões, alta de 30,36% ante os R$ 4,26 bilhões de igual período de 2025.

O que é o PDV dos Correios?

É o plano de desligamento voluntário. Os benefícios variam de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil, pagos em parcela única, sem impostos.

Quantos imóveis os Correios já venderam?

Mais de 30 unidades foram alienadas nos últimos meses, levantando R$ 387 milhões. A meta é chegar a R$ 1,5 bilhão no acumulado do ano.

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