Suzano, Klabin, Irani: balanços do 2T para o setor de papel e celulose
A alta nos preços de celulose e a valorização do real devem definir os resultados do 2T26 para Suzano, Klabin e Irani. Enquanto o Safra projeta Ebitda maior, a XP vê queda de 7,9% na receita do setor. Entenda os números.
Suzano, Klabin, Irani: como serão os balanços do 2T para o setor de papel e celulose?
A alta nos preços de celulose e a valorização do real devem ser os principais fatores sobre os resultados das empresas do setor de papel e celulose no segundo trimestre de 2026. Por um lado, os analistas esperam que a alta nos valores da celulose impulsione, em algum grau, o desempenho das companhias. Por outro, a valorização do real pode acabar puxando para baixo e compensando os ganhos.
Os balanços do 2T26 para Suzano, Klabin e Irani devem refletir a alta nos preços de celulose, com o Safra projetando aumento de 3% no Ebitda da Suzano e 16% na Klabin. Por outro lado, a valorização do real e a inflação de custos pressionam os resultados, com a XP estimando queda de 7,9% na receita do setor.
O que esperar dos balanços de Suzano, Klabin e Irani?
Para o Banco Safra, Suzano (SUZB3), Klabin (KLBN11) e Dexco (DXCO3) devem reportar resultados superiores aos do trimestre anterior. Mesmo com a espera de melhora, a expectativa está abaixo do consenso do mercado. Receita e Ebitda ficaram abaixo das expectativas do mercado no 2T26, enquanto o lucro foi impulsionado por efeitos financeiros; analistas veem impacto da Copa menor do que o esperado. A companhia registrou lucro líquido de R$ 158,3 milhões no segundo trimestre.
Suzano: projeção de alta de 3% no Ebitda
Para a Suzano, o banco projeta uma alta de 3% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), de R$ 4,7 bilhões. Segundo os analistas, a melhora deve vir do negócio de celulose, com preços médios alcançando US$ 600 por tonelada.
Klabin: Ebitda deve subir 16%
Já a Klabin deve subir 16% no Ebitda entre um trimestre e outro, puxada pelo mesmo motivo: preço da celulose. Além disso, os resultados também devem refletir a recuperação de volumes de embalagens e cartão revestido.
Irani: alta de 14% no Ebitda
De acordo com as estimativas do Itaú BBA, a Irani (RANI3) deve reportar um aumento de 14% no Ebitda, atingindo R$ 130 milhões. Mesmo com base de comparação mais fraca após paradas para manutenção no trimestre. A dinâmica do papelão ondulado segue resiliente, com expectativa de queda de 5% nos custos de caixa por tonelada.
Pressões sobre os resultados do setor
Segundo o Safra, mesmo com as boas perspectivas, o setor ainda está distante de uma temporada positiva. A inflação de custos, com diesel, frete, energia e produtos químicos, continua pressionando as margens e a manutenção industrial e volatilidade do cambial também devem se refletir nos balanços.
Para a XP Investimentos, com o real mais forte, é possível que o desempenho das companhias seja um destaque negativo. A estimativa da casa é de queda de 7,9% na receita do setor e um recuo de 19,5% no lucro operacional. O lucro líquido, por sua vez, deve cair ainda mais, com uma previsão de -95,2% para o setor.
Como o câmbio e os custos afetam os balanços?
Apesar dos preços de celulose mais altos no comparativo trimestral, os analistas da XP explicam que com a valorização do real, as paradas de manutenção e os maiores custos de insumos, os resultados devem ficar pressionados. De acordo com as expectativas, a Suzano deverá apresentar resultados praticamente estáveis de um trimestre para o outro. Os preços melhores de celulose e volumes ligeiramente maiores compensando as pressões de câmbio e custos. Ao mesmo tempo, a Klabin deve registrar melhora sequencial, apoiada por preços mais altos da celulose e pela resiliência das operações de papel e embalagens.
Perguntas Frequentes
Quando serão divulgados os balanços do 2T26?
As empresas do setor de papel e celulose ainda não divulgaram as datas oficiais para os balanços do segundo trimestre de 2026.
O que é Ebitda?
Ebitda é a sigla para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, um indicador usado para medir o desempenho operacional das empresas.
Por que a valorização do real impacta os resultados?
Como as empresas exportam celulose, um real mais forte reduz o valor em reais das receitas obtidas em dólar, pressionando os resultados.
Quais custos estão pressionando as margens?
Segundo o Safra, diesel, frete, energia e produtos químicos continuam pressionando as margens das empresas do setor.
A Irani também faz parte do setor?
Sim, a Irani (RANI3) é uma empresa de papel e embalagens sustentáveis, com ações listadas na Bolsa.