# Bossa Invest: R$ 600 mi e 455 aportes em 42 verticais

> A Bossa Invest acumula R$ 608,5 milhões sob gestão e 455 empresas investidas no Brasil. A estratégia da gestora distribui aportes por 42 verticais de negócio, reduzindo a dependência de uma única tese de crescimento. O modelo busca diversificação ampla para mitigar riscos setoriais e ampliar oportunidades de retorno no ecossistema de startups brasileiro.

*Global Forum · Investimentos · 07 de setembro de 2026 · Marcelo Iorio*

A Bossa Invest cruza R$ 608,5 milhões sob gestão com 455 empresas investidas no Brasil. A estratégia: espalhar aportes por 42 verticais para reduzir a dependência de uma única tese de crescimento.

A Bossa Invest chegou a R$ 608,5 milhões sob gestão e 455 empresas investidas diretamente no Brasil. O número aparece em um mercado que voltou a ganhar tração: depois de movimentar US$ 4,126 bilhões em 2025, alta de 13,8% sobre o ano anterior, as startups brasileiras captaram US$ 350 milhões só no segundo trimestre de 2026, avanço de 20% ante os três primeiros meses do ano.

A pergunta que o dono de PME faz ao ver esse volume é direta: como uma gestora cruza essa marca sem depender de uma única aposta? A resposta da Bossa está na distribuição do portfólio por 42 verticais, entre fintechs, edtechs, agtechs, logística e HRtechs. A lógica: setores não crescem no mesmo ritmo nem ao mesmo tempo. Espalhar os aportes reduz a dependência de uma única tendência e aumenta as chances de capturar ciclos distintos de crescimento.

"Quanto maior a diversidade de uma carteira, maior é a capacidade de acessar diferentes movimentos de crescimento da economia", afirma Paulo Tomazela, CEO da Bossa Invest. Para ele, a exposição a diferentes mercados, modelos de negócio e perfis de consumidor permite ampliar as possibilidades de geração de valor no longo prazo sem deixar o desempenho dependente de uma única tese.

A estratégia acompanha uma mudança na análise de startups. Em vez de buscar o próximo setor da moda, entram na conta fatores como capacidade de execução, tamanho do mercado, eficiência do modelo de negócio e potencial de expansão. Ter centenas de empresas no portfólio funciona como um radar sobre transformações simultâneas em diferentes cadeias da economia.

"O investimento em startups não deve ser visto como uma tentativa de prever qual será o próximo setor vencedor, mas como uma estratégia de exposição a diferentes transformações estruturais da economia", diz Tomazela. Para ele, volume de oportunidades e capacidade de seleção precisam andar juntos: identificar empresas bem posicionadas, com mercados relevantes e capacidade real de crescimento, para construir uma carteira que capture valor em diferentes ciclos.

O caixa fala antes do balanço: no venture capital, poucos investimentos podem responder por parcela relevante do retorno de um portfólio. Ampliar o número de teses, como faz a Bossa, é uma forma de distribuir riscos sem abrir mão de crescimento gestão de risco para PMEs.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/investimentos/segredo-bossa-invest-ao-cruzar-r-600-milhoes-455-aportes/
