Raízen, B3, Motiva e mais: radar de ações hoje
Raízen conclui venda da Usina Caarapó, B3 derruba autuações de R$ 2,2 bi no Carf e Motiva recebe R$ 5,2 bi com venda de aeroportos. Confira o radar completo.
O radar corporativo desta quarta-feira (2) traz movimentos relevantes em grandes empresas listadas. A Raízen (RAIZ4) concluiu a venda da Usina Caarapó, em Mato Grosso do Sul, para a Adecoagro Vale do Ivinhema S.A. A operação inclui a cessão de cana-de-açúcar própria e dos contratos com fornecedores vinculados à unidade. Já a Motiva finalizou a venda de suas 20 operações de aeroportos para o grupo mexicano Asur, com entrada de R$ 5,187 bilhões no caixa. A companhia também informou que pagará, em 17 de setembro de 2026, juros sobre capital próprio (JCP) no valor bruto total de R$ 1,454 bilhão, o que corresponde a R$ 0,72331534623 por ação ordinária.
Na esfera tributária, a B3 (B3SA3) anunciou que a Câmara Superior do Carf tomou decisões favoráveis que cancelaram em definitivo autuações da Receita Federal relacionadas a vendas de ações do CME Group em 2015 e 2016. Segundo a companhia, os autos cancelados somavam R$ 2,2 bilhões no fim do primeiro semestre. A vitória elimina um passivo relevante que pesava sobre o balanço da empresa.
No setor financeiro, o PagBank (PAGS34) espera distribuir dividendos de pelo menos R$ 1 bilhão em 2027 e R$ 1 bilhão em 2028, além de aprovar novo programa de recompra de ações. O Morgan Stanley reduziu sua participação na Pague Menos para 4,9%, com 36,1 milhões de ações ordinárias, sem intenção de alterar controle ou estrutura administrativa. O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou que o JCP complementar referente ao segundo trimestre de 2026 é de R$ 0,10489 por ação.
Entre os destaques imobiliários e de consumo, a EZ Tec informou negociações avançadas para locação do empreendimento Esther Towers, ainda sujeitas a condições usuais. A Gafisa (GFSA3) planeja grupamento de ações até fevereiro de 2027. A International Meal Company teve renúncias de dois diretores, com efeito a partir de 1º de setembro. Por fim, a companhia vendeu à Quimassa Infraestrutura a totalidade das cotas do FIP Azevedo & Travassos Infraestrutura I por R$ 43,5 milhões, valor equivalente ao investimento inicial, sem lucro ou prejuízo.