Investimentos

Fee fixo na assessoria: participação deve dobrar em 5 anos, projeta XP

ResumoXP projeta que o fee fixo na assessoria de investimentos dobrará de participação em cinco anos. O modelo de cobrança, que substitui comissões variáveis, oferece previsibilidade de custos ao investidor. A escolha entre fee fixo, fee híbrido e comissionamento impacta diretamente o bolso do cliente, exigindo análise cuidadosa do perfil de investimento.

O fee fixo na assessoria de investimentos pode dobrar de participação em cinco anos, segundo projeção da XP. Entenda os três modelos de cobrança e como a escolha impacta o bolso do investidor.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 23 de julho de 2026
Fee fixo na assessoria: participação deve dobrar em 5 anos, projeta XP

Participação do fee fixo no mercado de assessoria deve dobrar em 5 anos, projeta XP

O fee fixo, modelo de remuneração de assessores de investimentos em que o cliente paga um valor periódico independentemente do volume de transações, deve dobrar de participação no mercado brasileiro nos próximos cinco anos. A projeção foi apresentada durante a Expert XP 2026, maior festival de investimentos do mundo, e acende um sinal de alerta para investidores que ainda não conhecem as diferenças entre as formas de cobrança.

Atualmente, o investidor pode escolher entre três modelos de remuneração: fee fixo (taxa periódica fixa), fee sobre performance (taxa vinculada ao resultado da carteira) e modelo transacional (comissão por operação). A escolha, segundo os especialistas, deve começar pela confiança no profissional, e não pelo preço.

O que é o fee fixo e como ele funciona na prática

O fee fixo é uma modalidade de cobrança em que o assessor ou consultor recebe um valor predeterminado do cliente, geralmente mensal ou anual, independentemente de quantas operações forem realizadas. Diferente do modelo transacional, em que a remuneração vem de comissões por cada compra ou venda de ativo, o fee fixo desvincula o custo do volume de negócios.

Segundo Guilherme Sant'Anna, diretor de distribuição e segmentos da XP, o fee fixo representa atualmente cerca de 5% do mercado brasileiro. Na XP, a modalidade já responde por aproximadamente 20% da base de clientes, considerando também o canal de consultoria. "Mantido o ritmo atual, teremos o dobro da penetração que temos hoje", projetou Sant'Anna durante o painel.

Projeção de crescimento: de 5% para 10% em cinco anos

A projeção apresentada na Expert XP 2026 indica que, em cinco anos, a participação do fee fixo no mercado de assessoria pode saltar de 5% para 10%. "Daqui a cinco anos, acho que estaremos com uma proporção de 40% em fee fixo e 60% no modelo transacional", afirmou Sant'Anna. A estimativa considera o ritmo atual de adoção do modelo pelos investidores.

Para o investidor, a conta é direta: quem opera com frequência pode se beneficiar do fee fixo, já que o custo não aumenta com o número de transações. Já quem faz poucas operações ao ano pode achar o modelo transacional mais barato. A decisão, no entanto, não deve ser apenas financeira.

Como escolher entre fee fixo, performance e comissão

Eduardo Agapito, head da XP Consultoria, ressaltou que não existe um modelo superior aos demais. Segundo ele, as diferentes modalidades foram desenvolvidas para atender perfis e necessidades distintas dos investidores. "A partir do momento em que você está com um assessor ou consultor, o primeiro passo é escolher um bom profissional", afirmou Agapito.

A recomendação dos executivos é que o investidor primeiro estabeleça uma relação de confiança com o profissional e só depois avalie qual modelo de remuneração se adapta melhor ao seu perfil. A XP reforçou recentemente sua estratégia de multimodelos, que reúne as três formas de atendimento e "amplia o poder de escolha do investidor sobre como deseja remunerar os serviços prestados", segundo a campanha da empresa.

Impacto no bolso do investidor: o que considerar

A migração do modelo transacional para o fee fixo pode representar economia para quem realiza muitas operações, mas também pode encarecer o serviço para quem investe de forma mais passiva. O investidor precisa avaliar:

  • Frequência de operações: quantas compras e vendas realiza por mês
  • Valor médio das operações: comissões percentuais pesam mais em valores altos
  • Perfil de investimento: buy and hold vs. trading ativo
  • Relação com o assessor: confiança e qualidade do serviço prestado

O futuro da remuneração na assessoria financeira

A projeção de crescimento do fee fixo reflete uma tendência global de maior transparência e previsibilidade de custos para o investidor. No Brasil, o modelo ainda é recente, mas a adoção pela XP, uma das maiores plataformas de investimento do país, pode acelerar a migração.

O dado que fica para o investidor: em cinco anos, um em cada dez reais pagos a assessores pode vir do fee fixo. A pergunta que cada um precisa fazer é se esse modelo cabe no seu bolso e no seu estilo de investir.

Perguntas Frequentes

O que é fee fixo na assessoria de investimentos?

É um modelo de remuneração em que o cliente paga um valor periódico fixo ao assessor, independentemente do volume de operações realizadas.

Qual a diferença entre fee fixo e modelo transacional?

No fee fixo, o custo é previsível e não varia com o número de transações. No modelo transacional, a remuneração vem de comissões por cada operação.

O fee fixo é mais barato que a comissão?

Depende do perfil do investidor. Para quem opera com frequência, o fee fixo pode ser mais econômico. Para investidores de longo prazo com poucas operações, o modelo transacional pode ser mais vantajoso.

Como saber qual modelo escolher?

A recomendação dos especialistas é primeiro escolher um assessor de confiança e depois avaliar qual modelo de remuneração se adapta melhor ao seu perfil e necessidades.

A XP oferece os três modelos?

Sim. A XP adota a estratégia de multimodelos, que reúne fee fixo, fee sobre performance e modelo transacional, ampliando as opções de escolha para o investidor.

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