# Magalu (MGLU3) dispara 16% com parceria com Mercado Livre

> Magazine Luiza (MGLU3) registrou alta de 16,88% em 27 de fevereiro de 2025 após anunciar parceria com Mercado Livre (MELI34). O acordo disponibiliza 27 mil SKUs da varejista no marketplace da MELI. A operação amplia o alcance digital da Magalu sem investimento adicional em logística. Corretoras projetam impacto positivo nas vendas do segundo trimestre.

*Global Forum · Investimentos · 02 de setembro de 2026 · Tânia Lustosa*

Magazine Luiza (MGLU3) e Mercado Livre (MELI34) anunciaram parceria que coloca 27 mil SKUs da varejista no marketplace da MELI. Ações da Magalu dispararam 16,88% na sessão. Entenda os detalhes e as projeções das corretoras.

A Magazine Luiza (MGLU3) disparou 16,88% nesta quarta-feira (2), com ações cotadas a R$ 5,40, após anunciar uma parceria com o Mercado Livre (BDR: MELI34). O acordo prevê que a Magalu liste cerca de 27 mil SKUs de seu estoque próprio no marketplace da MELI, com vendas começando já em setembro.

A operação, que será submetida à análise do Conselho de Administração e dos acionistas da companhia, abrange também a KaBuM! e a Época Cosméticos. A Netshoes deverá ser adicionada posteriormente. Os termos são semelhantes ao acordo com a Amazon, anunciado em junho, e à parceria já existente da MELI com a Casas Bahia (BHIA3).

Além da parceria, a Magalu atualizou sua operação de quick-commerce, com uma nova aba "Magalu Delivery" no aplicativo. A funcionalidade dá acesso à rede de restaurantes, supermercados e farmácias operada pela Aiqfome, plataforma de entregas adquirida pelo grupo em 2020.

## Reação do mercado

Para a Ativa Investimentos, a parceria tende a ser positiva para as duas empresas. O Magalu ganha acesso a um novo canal de vendas, potencialmente com margem superior à obtida por meio de mídia paga. O Mercado Livre, por sua vez, amplia o acesso a produtos de linha branca e móveis, categorias com baixa penetração na plataforma.

A XP Investimentos também avaliou o anúncio como positivo para a Magalu. A corretora enxerga espaço para aumento nas vendas de produtos de primeira linha (1P) no 4º trimestre de 2026, semelhante ao observado pela Casas Bahia a partir do 4º trimestre de 2025. A administração estima que cerca de 75% dos compradores na plataforma da MELI serão novos clientes da Magalu, o que deve limitar a canibalização no curto prazo.

## Cenário e riscos

Com a Casas Bahia em recuperação judicial e fechamentos recentes de lojas, a XP espera que a Magalu conquiste parte dessa fatia de mercado. Um cenário macroeconômico desfavorável, porém, pode limitar a recuperação. Em horizonte mais longo, a corretora vê risco de canibalização nos próprios canais da Magalu.

Para o Mercado Livre, a XP avaliou a parceria como positiva, destacando que o acordo ajuda a preencher uma lacuna no sortimento da plataforma: itens de grande porte, como eletrodomésticos e linha branca. As cerca de 1.200 lojas do Magalu podem ampliar a capilaridade da MELI ao funcionar como pontos de coleta e devolução. A Magalog, braço logístico da varejista, poderia eventualmente apoiar as entregas.

Apesar dos benefícios, a XP considera o acordo mais estratégico do que transformador. O GMV do Magalu representa menos de 15% do volume bruto de mercadorias movimentado pelo Mercado Livre no Brasil, enquanto o da Casas Bahia fica abaixo de 6%. Para a XP, a parceria representa principalmente uma defesa do Mercado Livre em categorias específicas, sem grande investimento em logística, e não um catalisador relevante para o crescimento do GMV.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/investimentos/magalu-mglu3-dispara-16-apos-fechar-parceria-mercado-livre-meli34/
