# IPCA + 7,5%: deflação de agosto derruba taxas do Tesouro Direto

> A deflação de 0,32% no IPCA de agosto derrubou as taxas do Tesouro Direto, com o título IPCA+ 2032 perdendo 15 pontos-base de juro real. A queda generalizada reflete a expectativa de inflação menor, reduzindo o retorno real oferecido pelos títulos públicos indexados ao índice.

*Global Forum · Investimentos · 11 de setembro de 2026 · Helena Drumond*

A deflação de 0,32% no IPCA de agosto derrubou as taxas do Tesouro Direto de forma generalizada. O título IPCA+ 2032 perdeu 15 pontos-base de juro real. Entenda o que isso significa para a sua carteira.

As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto caíram de forma generalizada na manhã desta sexta-feira (11). O movimento veio depois que o IBGE informou que o IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, recuo mais intenso do que o projetado pelo mercado.

A expectativa coletada em pesquisa da Reuters apontava deflação de 0,29% no mês e alta de 4,27% em 12 meses. O índice fechou agosto com variação acumulada de 4,22% no intervalo de um ano.

## O que a deflação faz com as taxas do Tesouro Direto

Dados de inflação mais fracos do que o esperado reduzem a projeção do mercado para os juros futuros, o que impacta diretamente a precificação dos títulos públicos. A lógica é simples: se a inflação desacelera, o juro real embutido nos papéis também recua.

Nos papéis prefixados, o recuo foi de 8 a 10 pontos-base em relação ao fechamento de quinta-feira (10), com as maiores quedas nos vencimentos mais longos.

Entre os títulos atrelados à inflação, a compressão mais forte apareceu no vencimento mais curto da lista, o IPCA+ 2032, que perdeu 15 pontos-base de juro real. Nos demais papéis, o movimento ficou entre 7 e 9 pontos-base.

## Quem ganha e quem perde com a queda

Para quem já comprou prefixados e papéis atrelados à inflação, a queda nas taxas significa valorização dos títulos na carteira. É o efeito inverso do que ocorre quando os juros sobem: o preço do papel sobe e quem está posicionado colhe a marcação a mercado.

Quem não tem esses instrumentos no portfólio agora encontra taxas menores à disposição. O IPCA+ 7,5% que aparece no título desta matéria é justamente o retrato desse movimento: o juro real oferecido encolheu.

## O que puxou o IPCA para baixo

Habitação (-1,87%) e Transportes (-0,86%) lideraram as quedas entre os grupos de despesa. Na ponta oposta, Despesas pessoais avançou 1,30% e respondeu pelo maior impacto positivo do mês (0,13 ponto percentual), puxado pela alta de 19,59% no preço do cigarro.

Vale olhar o histórico recente para calibrar o tamanho do movimento. Em julho, o IPCA havia subido 0,07%, depois de 0,16% em junho e 0,58% em maio. A deflação de agosto interrompe uma sequência de meses no campo positivo.

como calcular o juro real de um título IPCA+

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/investimentos/ipca-75-deflacao-agosto-derruba-taxas-tesouro-direto/
