Investimentos

Ibovespa recua na contramão do exterior, após sequência positiva

ResumoIbovespa recua nesta quinta-feira após seis pregões consecutivos de alta, na contramão dos mercados externos. A queda ocorre em meio a dados de emprego resilientes no Brasil e à expectativa pelo discurso do chair do Fed, Kevin Warsh, em Jackson Hole. O movimento reflete ajuste local após ganhos recentes.

O Ibovespa opera em queda nesta quinta-feira, após fechar seis pregões em alta, na contramão do exterior. Dados de emprego resilientes no Brasil e expectativa por discurso do chair do Fed, Kevin Warsh, em Jackson Hole, pautam o dia.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 27 de agosto de 2026
Ibovespa recua na contramão do exterior, após sequência positiva

O Ibovespa abriu a sessão desta quinta-feira em tom de fraqueza, na contramão do exterior, indicando uma trégua após a recuperação recente que levou o índice a flertar com os 176 mil pontos. Às 12h26, a referência do mercado acionário brasileiro recuava 0,12%, aos 174.393,75 pontos, depois de fechar seis pregões consecutivos com sinal positivo. O contrato futuro do índice com vencimento em 14 de outubro cedia 0,78%.

A pauta local trouxe dados de emprego que seguem mostrando um mercado de trabalho resiliente no Brasil. No exterior, os investidores repercutiam o resultado da Nvidia, divulgado na véspera, e aguardavam o discurso do chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, em Jackson Hole, previsto para a sexta-feira.

O acumulado do mês ainda é negativo, com menos de R$ 20 bilhões de capital estrangeiro na B3 em agosto. Esse fluxo pesa sobre o desempenho do índice, mesmo com a recente sequência de altas.

Em meio ao cenário, um banco manteve a recomendação de compra para as ações da operadora da bolsa brasileira, com preço-alvo de R$ 18,50. A avaliação positiva contrasta com o movimento de realização de lucros observado na sessão.

A pergunta que fica é quem paga a conta dessa pausa. Depois de seis pregões de ganhos, o ajuste natural atinge quem comprou na ponta. O dado de menos R$ 20 bilhões em capital estrangeiro mostra que o dinheiro externo ainda não voltou em peso, e a bolsa segue dependendo do investidor local para sustentar o rali.

Leia também

Publicidade